30/08/2019

[TopSeller]Opinião “Vox”, de Christina Dalcher

sexta-feira, agosto 30, 2019 0

“Vox”, de Christina Dalcher 

Estados Unidos da América. Um país orgulhoso de ser a pátria da liberdade e que faz disso bandeira. É por isso que tantas mulheres, como a Dra. Jean McClellan, nunca acreditaram que essas liberdades lhes pudessem ser retiradas. Nem as palavras dos políticos nem os avisos dos críticos as preparavam para isso. Pensavam: «Não. Isso aqui não pode acontecer.»
Mas aconteceu. Os americanos foram às urnas e escolheram um demagogo. Um homem que, à frente do governo, decretou que as mulheres não podem dizer mais do que 100 palavras por dia. Até as crianças. Até a filha de Jean, Sonia. Cada palavra a mais é recompensada com um choque elétrico, cortesia de uma pulseira obrigatória.
E isto é apenas o início. 

Vivemos num mundo em constante mudança e que nos faz questionar a todo o momento para onde seguimos. Em comparação com outros tempos temos uma liberdade imensa, sentimos que temos o direito de dizer tudo o que nos vem à cabeça, mesmo que na verdade alguém seja magoado por aquilo que dizemos. A internet e as redes sociais deram essa liberdade às pessoas.
Este livro…bem, este livro deixou-me com muitas perguntas na cabeça e uma delas foi se realmente temos assim tanta liberdade como a que pensamos ter. Talvez seja ridículo pensar assim e este livro é apenas mais um livro de ficção, mas levanta questões muito importantes e deixa o leitor mais atento para aquilo que o rodeia. A liberdade é algo ténue, até porque a nossa liberdade termina onde começa a de outra pessoa, e talvez por isso seja sempre muito difícil de controlar talvez devido ao facto de se poder comprometer a liberdade de outros mesmo sem termos a noção disso. Este foi um dos livros que me deixou agarrada desde o primeiro momento e confesso que não esperava que isso acontecesse. Ao ler a sinopse sabia que ia gostar, mas nunca pensei que chegasse ao ponto em que chegou. Completamente viciante e angustiante! Não me consigo imaginar a dizer apenas 100 palavras por dia, nem viver num mundo em que as mulheres são humilhadas a este ponto, mas ao mesmo tempo que este livro mostra um lado revoltante, consegue também ser bastante original e actual. Os personagens estão bastante bem construídos e a interação entre eles está muito bem feita. Foi muito difícil para mim ver a Dra. Jean MacClellan a tentar controlar as conversas da filha para que ela não sofra algum choque elétrico.
Quando a vocês não posso dizer, mas tenho de vos dizer que fiquei um pouco marcada com a leitura deste livro. É ficção? Sim…mas a verdade é que me deixou alerta para o mundo em que vivemos. Ora estes temas são bastante sensíveis e quando agora, à pouco tempo, o Instagram começou a bloquear algumas imagens com certas tags fiquei completamente alerta para este tipo de situação. Quer dizer, um homem pode ter fotos com calções de banho e uma mulher não pode colocar fotos em bikinis? Mas para contextualizar isto, isto aconteceu com algumas bloggers que publicaram fotos em bikini. As fotos eram publicadas nos perfis, mas se a procura fosse feita através das tags (por exemplo: bikinigirl2019  - isto é só um exemplo, nem sei se esta tag existe xD ) a fotos não iria aparecer na listagem de procura apesar da pessoa ter sinalizado a mesma foto com a tag referida, uma blogger chegou mesmo a publicar uma foto do namorado com a mesma tag e a foto não foi retirada da listagem de procura, mas a foto dela era retirada. Não sei se, entretanto, as coisas foram resolvidas, mas sei que isto é grave e com gestos tão insignificantes como este algo pode estar a acontecer contra nós mulheres. ( Eu sei, adoro uma boa conspiração!)
Agora, quanto a este tipo de livro, espero que a editora volte a publicar livros deste género. Adorei, viciei e quero mais!!!! :D

16/07/2019

[Editorial Presença]Opinião "Já te Disse que Me Fazes Falta?", de Estelle Maskame

terça-feira, julho 16, 2019 2

Já te Disse que Me Fazes Falta?, de Estelle Maskame

Uma última oportunidade para o amor. Passou um ano desde a última vez que Eden falou com Tyler. Ela continua muito magoada por ele ter partido abruptamente no verão passado, e esforçou-se por seguir em frente com a sua vida na universidade, em Chicago, e esquecer Tyler de vez.
Quando começam as férias grandes, Eden regressa a Santa Monica… mas não é apenas ela quem decide voltar. Tendo sido deixada entregue a si própria depois da explosiva revelação e da desintegração da sua família, Eden não tem tempo para Tyler quando ele reaparece. Mas por onde andou Tyler? E terá ela desistido dele definitivamente, como quer pensar? Ou será que os dois voltarão a juntar-se, apesar da família e de todas as contrariedades?
Neste surpreendente final da trilogia de Estelle Maskame, bestseller internacional, assistimos ao desfecho, muito esperado, da emocionante história de amor entre Eden e Tyler. 
Já passaram uns meses desde que li este livro e acredito que esteja finalmente preparada para esta opinião.
Vocês sabem aquela sensação que temos depois de ler um livro que gostamos tanto, mas que nem sabemos exatamente o que dizer sobre ele? No final deste livro fiquei assim…com aquele misto de felicidade, com uma vontade imensa de vos mostrar aquilo que sentia, mas ao mesmo tempo as palavras faltavam-me e talvez isso estava a acontecer por receio de não conseguir transmitir todas as sensações que se foram revelando em mim ao longo da leitura desta livro maravilhoso.
Quem me segue sabe que já tinha lido este livro em inglês por não ter conseguido esperar pela publicação do livro traduzido, mas mesmo sabendo tudo o que iria acontecer parecia que estava a ler tudo pela primeira vez. A história de Eden e Tyler prendeu-me desde o primeiro momento. É uma história doce, que nos faz questionar algumas coisas, mas é também daquelas que nos sentamos a ler e não queremos largar por nada e talvez por isso fico um pouco triste por ver que acabou, por pensar que não irei ter mais momentos entre estas duas personagens que se foram tornando tão queridas…
Agora, em relação à trama deste terceiro livro, creio que não preciso de vos explicar o quanto gostei. Apenas gostaria de vos contar o quanto foi surpreendente por me aperceber o que o Tyler andou a fazer depois de ter deixado a Eden. Ao longo destes livros, Tyler foi uma personagem que foi crescendo e se foi apresentando as suas facetas de forma a que o leitor fosse compreendendo o quanto ele ia mudando de acordo com os problemas que lhe iam apresentando. Creio que Eden poderia também ter-se ajustado da mesma forma, mas muitas foram as vezes que a fui vendo fazer os mesmos erros. Felizmente tudo correu da melhor forma (claro que sim, é um livro e por isso não poderia ser de outra forma xD ) e tinham de ficar juntos no final.
Agora, sei que existe um quarto livro e que conta a historia de uma forma mais ou menos reduzida, mas do ponto de vista do Tyler e que de certeza que é mais um daqueles livros fantásticos e que esperamos que chegue até nós… <3
Editorial Presença, por favor, continuem a publicar mais livrinhos destes!!!! :D


06/06/2019

[Porto Editora]Novidade “O Jardim das Flores de Pedra”, de Deborah Smith

quinta-feira, junho 06, 2019 0

“O Jardim das Flores de Pedra”, de Deborah Smith
Tradutor: Elsa T. S. Vieira
Págs.: 320
PVP: 16,60 €

O Jardim das Flores de Pedra é o mais recente livro de Deborah Smith, que desde A Doçura da Chuva tem sido uma das autoras mais acarinhadas pelas leitoras portuguesas. Este romance é publicado pela Porto Editora a 6 de junho.
Desta vez, Deborah Smith apresenta-nos uma história de amor e justiça, em torno de uma família que não olha a meios para esconder os seus crimes, esquecendo que a verdade mais tarde ou mais cedo será sempre revelada.


Para Darl Union, a vida em Burnt Stand, na Carolina do Norte, foi sempre uma estranha mistura de riqueza, privilégio e solidão. Criada pela avó, uma mulher tão fria e dura como a pedreira de mármore que é a herança da família, o amor é-lhe estranho até ao dia em que se apaixona perdidamente por Eli Wade, o filho de um canteiro.
Porém, o amor adolescente e puro cedo se vê comprometido por uma teia de mentiras e de morte: o pai de Eli é considerado o responsável pelo desaparecimento da tia-avó de Darl e, embora inocente, acaba por ser morto.
Mas agora, vinte e cinco anos depois, há segredos que podem literalmente vir à superfície – e Darl e Eli têm finalmente uma hipótese de enfrentar e resolver o passado. 

Deborah Smith é uma das autoras americanas mais lidas em todo o mundo: a sua obra já vendeu mais de três milhões de exemplares. Nomeada para diversos prémios importantes, como o RITA Award da Romance Writers of America e o Best Contemporary Fiction da Romance Reviews Today, foi distinguida com o Prémio de Carreira atribuído pela Romantic Times Magazine. No catálogo da Porto Editora figuram os seus romances A Doçura da Chuva, Segredos do Passado, O Café do Amor, Milagre, Doces Silêncios e Regresso a Casa, que obtiveram assinalável êxito junto dos leitores portugueses.

[5 Sentidos]Novidade “A Ferver”, de Jennifer Blackwood

quinta-feira, junho 06, 2019 0

“A Ferver”, de Jennifer Blackwood
Págs: 256
Capa: mole com badanas
PVP: 16,60 €

No dia 6 de junho, a 5 Sentidos faz chegar às livrarias de todo o país A ferver, o primeiro título de uma nova coleção, Brincar com o fogo, de Jeniffer Blackwood, uma reconhecida autora de literatura erótica.
A nova série da escritora, que conta sempre com um bombeiro no papel de protagonista, tem sido muito bem recebida pelos leitores norte-americanos: é bestseller do USA Today, já ocupou o top de vendas da Amazon e reúne muito boas críticas no Goodreads.
Em A ferver, Jennifer Blackwood revela os pormenores de um inesperado reencontro e do reacender de uma velha paixão entre Erin Jenkins, uma professora desempregada que regressa à sua cidade natal, e Jake Bennett, um bombeiro que já sofreu por amor.
O segundo título da coleção Brincar com o fogo será publicado no segundo semestre deste ano, com o título Em chamas. 

Erin Jenkins está de regresso a casa, 10 anos depois de ter deixado Portland. Não está a atravessar o melhor dos momentos, mas quando surge a oportunidade de acompanhar a sua velha paixão de escola a um casamento, o verão torna-se bem mais interessante. Escaldante, até…
Jake Bennett é bombeiro e pai solteiro. Sofreu no passado e, por isso, faz o que pode para proteger o coração de mais… chamuscadelas. Quando reencontra Erin, forma-se a tempestade perfeita para uma noite intensa. Ou duas. Ou cinco.
Erin e Jake depressa descobrirão que quem brinca com fogo dificilmente lhe escapa.
Os dados estão lançados sobre dois corações incendiados num verão quente. 

Jennifer Blackwood é a autora de romances eróticos contemporâneos e bestseller do USA Today. Vive no Oregon com o marido, o filho e um labrador muito malcomportado. Quando não está a correr atrás do filho, podemos encontrá-la a ver séries românticas na televisão ou, então, a escrever no seu escritório.

21/05/2019

[SDE]Novas Confirmações De Literatura 12 A 15 De Setembro, No Passeio Marítimo De Algés

terça-feira, maio 21, 2019 0


Simon Scarrow e Naomi Novik são as novas confirmações de Literatura, para a próxima edição do maior evento de Cultura Pop do País, marcando presença no evento de 12 a 15 de setembro.
Simon Scarrow, o aclamado autor da Saga da Águia publicada pela Saída de Emergência, que fala sobre as legiões do Império Romano durante o período das invasões da Bretanha, estará presente na Comic Con para conversar com os fãs e sessões de autógrafos. Durante a Edição deste ano, será também apresentado o seu novo livro, O Sangue de Roma, o 17.º desta saga de grande sucesso.
A autora nova-iorquina Naomi Novik, nomeada para o prémio Hugo e que recebeu os prémios John W. Campbell e Locus, ambos para Melhor Novo Autor, e o Compton Crook Award para Melhor Romance de Estreia, todos pela obra Coração Negro, que também irá apresentar no evento, estará presente no evento Comic Con Portugal, para conversar com os fãs e para sessões de autógrafos.

30/04/2019

[Suma das Letras]Opinião "Uma Gaiola de Ouro", de Camilla Läckberg

terça-feira, abril 30, 2019 0

Uma Gaiola de Ouro, de Camilla Läckberg


Uma história dramática sobre fraude, redenção e vingança.
Aparentemente, Faye parece ter tudo. Um marido perfeito, uma filha que muito ama e um apartamento de luxo na melhor zona de Estocolmo. No entanto, algumas memórias sombrias da sua infância em Fjällbacka assombram-na e ela sente-se cada vez mais como se estivesse presa numa gaiola de ouro.
Antes de desistir de tudo pelo marido, Jack, era uma mulher forte e ambiciosa. Quando ele a engana, o mundo de Faye desmorona-se e ela tudo perde, ficando completamente devastada. É então que decide retaliar e levar a cabo uma cruel vingança…
Uma Gaiola de Ouro é um romance destemido sobre uma mulher que foi usada e traída, até tomar conta do próprio destino. 

A leitura deste livro foi iniciada com alguns percalços pelo caminho. Comecei a leitura deste livro no dia 15 deste mês, entretanto o trabalho tirou-me algum do tempo livre disponível e fui obrigada a deixá-lo de lado. Ontem, durante a minha hora de almoço, disse para mim mesma que tinha de recomeçar a leitura, que não podia esperar mais e minha nossa senhora… Estou completamente rendida a toda a trama e a toda a hora questiono-me se todos os livros da autora são assim.
O início pareceu-me um pouco confuso, talvez por não ter seguido um ritmo de leitura continuo, mas assim que recomecei a leitura não consegui dormir sem o terminar.  As personagens são fantásticas, muito bem construídas e introduzidas no momento certo. O ambiente em que se passa a toda a historia deixa o leitor completamente agarrado e a pensar naquilo que se vai passar de seguida e muitas foram as vezes que dizia algum palavrão sempre que Jack aparecia na historia. Acreditem que lhe chamei tudo menos santo e acreditem que nada, mas mesmo nada me preparou para aquele final. Caramba, acabei por voltar atrás algumas páginas para ver se aquilo estava mesmo a acontecer.
Não conhecia a autora e confesso que nunca lhe tinha prestado muita atenção, mas a verdade é que agora me deixou bastante curiosa e ansiosa por novas publicações no nosso país. Estou sem palavras, quer dizer, até tenho muitas, mas não consigo exprimi-las de forma correta e deitar cá para fora todos os sentimentos que me foram envolvendo ao longo do livro. Se no início pareceu até um pouco previsível, o seu desenvolvimento pareceu despertar uma vontade imensa de continuar a ler e saber o que se iria passar de seguida. O final pareceu-me perfeito. Foi o tipo de final que nos deixa contentes e com aquele sentimento de que foi feita justiça.
Agora, a única duvida que me resta prende-se com o facto de não saber quando irei ter oportunidade de ler mais um livro da autora, pois, tal como referi anteriormente, fiquei bastante curiosa com o seu trabalho. 😊

03/04/2019

[TopSeller]Opinião "O Playboy",de Vi Keeland

quarta-feira, abril 03, 2019 0
O Playboy, de Vi Keeland


Se este homem delicioso pensa que me pode seduzir…
Conheci o Hunter Delucia no casamento dos nossos melhores amigos. Eu apanhei o bouquet da noiva, ele apanhou a liga, e, porque a tradição assim o dita, dançámos juntos… muito juntinhos. Desde o primeiro momento, achei-o presunçoso, mulherengo e (para mal dos meus pecados) incrivelmente sensual. Até que ele me sussurrou ao ouvido uma proposta indecente: explorar a nossa atração mútua com uma noite de sexo intenso e explosivo.
Mas que convencido! Rejeitei-o, claro está! Ele é de tirar o fôlego, mas a experiência diz-me que tenho azar com os homens que me fascinam.
Ah, mas o Hunter Delucia não desiste facilmente! Passado um ano, ele está de regresso a Nova Iorque e torna a pôr a proposta em cima da mesa, para acabarmos de vez com toda a tensão sexual que existe entre nós.

Depois de tantas leituras e com algumas opiniões em atraso, eis que finalmente tomei coragem de escrever novamente e contar-vos a minha opinião acerca d’O Playboy…
Bem, para começar, queria já dizer que desde que esta autora chegou ao nosso país que me tem deixado completamente rendida às suas histórias. A verdade é que no meio de um mercado já saturado por este tipo de romance, Vi Keeland conseguiu mesmo assim vingar e tornar-se num nome de referência e conquistar os nossos corações com as suas personagens fantásticas e enredos imensamente cativantes que, depois de um cansativo e stressante dia de trabalho, consegue que ainda consiga ter força para pegar no livro e ler mais uma página, mais um capítulo…
Quando a este Playboy…não é preciso evoluir muito no livro para compreender aquilo que nos espera, pois ao longo das primeiras páginas conseguimos de imediato compreender que a relação entre as duas personagens principais irá ser explosiva. A verdade é que uma conquista fácil não tem graça nenhuma e ao longo deste livro podemos ter uma noção muito própria de como a relação entre os dois vai evoluindo e como a introdução de cada personagem tem dando um valor acrescentado à história. Uma das minhas personagens preferidas, mas que no início me deixou um pouco desconfiada, foi a enteada de Natalia. Izzy foi uma personagem um pouco diferente daquilo que estamos habituadas neste género de livro, pois ela introduziu aquele componente familiar e “real” para os dias em que vivemos hoje, principalmente por ela ser um elo com o passado de Natalia que vamos conhecendo aos poucos e que nos faz recear por aquilo que poderá acontecer nas páginas seguintes. É também ela que nos faz sonhar com algo mais e que ajuda nos ajuda a mantermo-nos tão agarradas à historia. Não sei se vos aconteceu também, mas a minha vontade era pegar no livro e passar umas páginas à frente para ver como iria terminar toda a trama, mas pronto, lá me consegui conter e ainda bem, pois os momentos surpreendentes a que a autora nos vai apresentando apenas servem para melhorar a experiência de ler este livro. Adorei o livro e fico ansiosa pelo próximo. Força, TopSeller! 

11/02/2019

[SDE]Opinião "Sobrevivência Mortal", de J.D. Robb

segunda-feira, fevereiro 11, 2019 0

Sobrevivência Mortal, de J.D. Robb

A tenente Eve Dallas corre atrás de fantasmas enquanto protege a única sobrevivente de um crime inexplicável.
Eve Dallas pode ser a melhor polícia da cidade, mas o homicídio da família Swisher deixa-a num impasse. Sem ADN, pistas ou ligações criminosas, a única fonte de informação sobre o homicídio é Nixie Swisher, a testemunha de nove anos que se escondeu na cozinha.
Os Swisher foram assassinados com precisão militar. A segurança topo de gama foi violada e os criminosos utilizaram equipamento de visão noturna para entrar na casa. Dallas está claramente a lidar com profissionais. Este é um crime que tem de resolver rapidamente, não só devido à promessa que fez a Nixie, mas também para apaziguar algumas das suas memórias mais obscuras e medos profundos.
Mas será que Eve tem o que é preciso para impedir que os assassinos completem a sua missão? 

Passaram algumas semanas desde que terminei a leitura deste livro e ainda sinto aquela sensação de ressaca literária que normalmente me faz comparar leituras anteriores. Essa sensação deixa-me sempre com um sentimento agridoce, pois se no livro anterior digo que não poderia ser melhor, a verdade é que me engano redondamente com o seguinte.
Caramba, Robb!!! Deixa-nos respirar um bocadinho e escreve coisas um bocadinho menos emocionantes… Ei, parou tudo!!! Estava a brincar… O que quero na realidade é que a autora continue a presentear-nos com estes livros fantásticos e histórias que nos fazem suspirar/transpirar a cada instante, seja com uma cena de romance ou de outra com mais ação.
Agora, em relação a este livro, o que teve mais impacto em mim foi a importância dada a Nixie em toda a história. A existência desta menina, que logo no início perdeu toda a sua família, marcou este livro de uma forma inegável, chegando mesmo a deixar-me com a esperança de algo mais. De qualquer forma, fomos conhecendo mais um pouco do lado humano de Summerset e da sua relação com Roarke, o que tornar sempre esta serie mais apetecível e, como não poderia deixar de ser, Summerset e Eve continuaram com as suas picardias, apesar de neste livro podermos ver alguma camaradagem entre os dois.
Em relação ao assassínio…fiquei sem palavras. A sério! Leiam o livro e vejam aquilo que vi. A mestria com que a autora descreve todo o ambiente, os sentimentos envolvidos… Ao longo da trama foi muito difícil de descobrir quem teria assassinado aquela família de uma forma tão brutal e cruel e sem qualquer razão aparente. Leiam amigos, não se vão arrepender!
Agora, o ano poderia começar com outro livro? Podia, mas não seria a mesma coisa… É com muita alegria que vejo que a Saída de Emergência tem continuado com a publicação desta serie e espero que assim se mantenha, pois acredito que tal como eu, existem muitas pessoas que se mantém fiéis a J.D.Robb e acompanham religiosamente cada publicação.

06/12/2018

[SDE]Opinião "O Guardião", de Sherrilyn Kenyon

quinta-feira, dezembro 06, 2018 0
O Guardião, de Sherrilyn Kenyon

A rainha do romance paranormal regressa ao mundo dos sonhos.
A Caçadora de Sonhos Lydia tem a mais perigosa das missões: descer até ao reino inferior e encontrar o deus dos sonhos que desapareceu, antes que ele revele os segredos que podem pôr em perigo a sua espécie. Mas ela não esperava ser feita prisioneira pelo guardião mais cruel do reino…
O tempo de Seth está a esgotar-se. Se ele não descobrir a entrada para o Olimpo, a sua vida e a do seu povo estará perdida. Seth não consegue vergar o deus que tem prisioneiro, mas quando surge uma salvadora, ele decide tentar uma nova tática.
Quando estas duas vontades férreas se encontram, uma delas tem de ceder. Mas Lydia não guarda apenas os portões do Olimpo — ela protege um dos poderes mais obscuros do mundo. Se ela falhar, uma maldição antiga vai voltar a assombrar a Terra e ninguém estará a salvo. Mas o mal é sempre sedutor…


Existem séries que nos marcam, que nos ensinam algo, que deixam aquela mensagem especial e que a cada livro publicado nos fazem suspirar por mais. Existem séries, como esta, onde existe sempre aquela novidade e aquele momento chave que nos faz questionar acerca dos próximos desenvolvimentos e esta autora parece uma das que parece ter uma imaginação infinita e que nos faz desejar ler mais e questionar acerca do próximo passo.
“O Guardião” marca um ponto chave nesta série, sendo um um livro onde nos deparamos com uma realidade mais crua, mais violenta, mas onde impera tudo aquilo a que estamos habituados nos livros anteriores. Confesso que no início do livro me senti um pouco perdida, talvez pelos inúmeros acontecimentos que estavam a ocorrer ou pela quantidade de livros que já foram passando pelas nossas mãos, mas aos poucos pareceu-me que tudo se foi encaixando e acontecendo de forma natural.
Adorei conhecer a Lydia, mas foi Seth e a sua história que me fizeram apaixonar por este livro. A sua personalidade, que no início parecia animalesca, de repente toma outros contornos e vamos começando a entender o quanto os acontecimentos passados o foram marcando e, se é certo que a vida real em nada tem a ver com este tipo de comportamentos e, se me deparasse com alguém assim de certo que fugiria imediatamente, a verdade é que felizmente a ficção tudo transforma e faz criar algum tipo de solidariedade para com este tipo de personagens. Seth é então a criação de uma mente fantástica, que tanto nos faz sonhar e entender que nem tudo é o que parece e que os juízos de valor são rápidos de acontecer. E se Noir e Azura são cada vez mais odiados, a verdade é que Jaden continua a ser uma personagem enigmática e que em vez te encontrarmos respostas, temos cada vez mais questões acerca da sua história. Por amor de Deus, alguém que diga à autora que precisamos urgentemente do livro com a história desta personagem (E sim, estou a ser irónica, até porque este livro foi escrito originalmente em 2011 e até aos dias de hoje ainda não saiu qualquer publicação que contasse a historia desta personagem.). É claro que não posso falar só de Seth, Noir, Azura e Jaden…Lydia tem também um passado no qual sofreu e a sua própria família esconde segredos que apenas no final são desvendados, mas caramba, sinto que o final foi rápido demais… Não, não quero dizer que o final não correspondeu às minhas espectativas, o que pretendo transmitir é que não queria que o livro terminasse, tinha aquela sensação de querer ler mais e mais…É este o efeito que Sherrilyn Kenyon tem em nós, a autora consegue prender-nos nas suas historias e quando chegamos ao fim ficamos com uma sensação de vazio enorme, chegando até a tornar-se complicado o início de novas leituras.
Em resumo, este é mais um livro que não vão querer prender e uma prenda de natal fantástica para quem o leia.

Ps – Queria tanto que a série “As Crónicas de Nick” fosse publicada em Portugal!  <3

22/11/2018

[Divulgação]Contos de Mundos Anexos, de Nuno Bastos

quinta-feira, novembro 22, 2018 0

Contos de Mundos Anexos, de Nuno Bastos
Editora: Escrytos – Edição de autor
Preço: 5,99 €


Nos anexos da mente ou do mundo real. É dai que surgem os doze contos que aparecem em Contos de Mundos Anexos. É ai que encontramos o vizinho que pulava, o sofá novo, um homem dentro de um elevador, uma bota com lama e outros acontecimentos. Havia também o outro que se arrastava e uma sala num local. Ou um comboio no seu percurso.








Excertos dos contos incluídos

O HOMEM PERPENDICULAR 
“Havia um homem que surgiu parado em pé diante de um edifício. Deixava os braços caídos ao longo do corpo e todo ele ficava muito recto, como se quisesse imitar a verticalidade da construção. Quiseram saber a razão de ele estar sempre tão direito e a olhar para o edifício mas o homem não respondeu, como se nem tivesse sequer ouvido a pergunta. Alguns cidadãos preocupados quiseram tirar o homem dali e colocá-lo num sítio onde estorvasse menos a passagem mas não o conseguiram fazer. O homem manteve-se tão recto como estava e nem levantá-lo do chão conseguiram, mantendo-se no estado de absoluta perpendicularidade em relação ao solo.”

O VIZINHO 
“Diariamente era chamado por um vizinho. Ele batia à porta de minha casa, sempre com três pancadas, eu abria e ele pedia-me para ir a casa dele. Era para lhe ver os progressos da situação porque esse vizinho tinha como tarefa pular ininterruptamente com o objectivo de, durante um dos pulos, se imobilizar no ar, não tendo qualquer contacto com o chão. Ele queria atingir um ponto de imobilidade que não desse origem a que continuasse sempre a subir rumo ao espaço ou que continuasse sempre a descer rumo ao centro da Terra. 
Ele tinha, tempos antes, dado início a essa tarefa, organizando uma sessão por dia para a qual fui convidado para ser uma espécie de juiz.”

NO COMBOIO 
“Entrei num comboio. Havia apenas um comboio na estação de partida, aquele que eu tinha de apanhar. Perto, via-se o fiscal de embarque que pedia os bilhetes aos passageiros antes de embarcarem. Entreguei-lho, ele analisou-o de alto a baixo e da esquerda para a direita, olhou para mim e deu-me autorização para o embarque, devolvendo-mo. Subi os dois degraus da carruagem e procurei o lugar que me havia sido destinado que não era naquela mas sim numa carruagem mais para diante. Havia já passageiros sentados mas muitos dos lugares estavam vagos e havia até carruagens sem ninguém. 
O comboio iniciou a marcha pouco depois de me sentar no meu lugar ao lado da janela e mal tínhamos saído da estação quando o fiscal de bordo se aproximou, dizendo-me para o acompanhar até ao seu gabinete, na primeira carruagem. Entrámos e pediu para me sentar na cadeira diante da sua secretária. Informou-me que, desse momento em diante, eu seria colocado ao serviço de Sua Excelência.”

OS HOMENS 
“Abri uma janela e entrou um homem em minha casa. Era já o segundo nesse dia. Consegui expulsar o primeiro após persegui-lo durante várias horas. E a este, o segundo, iniciei-lhe a perseguição logo que atravessou a janela rumo ao interior do meu lar. Corri atrás dele, tentando mudar de direcção tão rapidamente quanto ele o fazia na sua corrida, mas foi em vão. Passaram-se vários minutos, talvez uma hora, e nada consegui. Sentei-me, por fim, exausto numa cadeira da sala. De seguida o homem parou, pois também ele devia estar cansado após todo aquele esforço.”

O SOFÁ 
“Eu tinha um sofá novo em casa. Coloquei-o num lugar que lhe estava reservado havia certo tempo. Era verde e muito confortável e, nos primeiros tempos, pedia sempre aos meus convidados para nele se sentarem para lhe provarem o gosto. A opinião foi unânime ao avaliar o extremo conforto dele, já quanto à cor houve várias opiniões, havendo quase tantas preferências quanto as visitas. 
Fiquei surpreendido quando, num final de tarde, tempos depois, vi que tinha brotado uma mão do seu interior, num dos extremos do sofá, perto do apoio dos braços. Eu tinha acabado de chegar das compras e pousei os sacos no chão para averiguar a situação e aproximei-me do sofá.”

O HOMEM QUE SE SEGURAVA A UMA DAS MINHAS PERNAS 
“Um dia saí de casa e reparei que estava um homem agarrado a uma das minhas pernas. A outra não tinha qualquer problema e movimentava-a normalmente mas, para movimentar essa, tornou-se necessário fazer algum esforço devido à carga do homem que a ela se segurava com ambas as mãos. Por causa deste problema, quando me movimentava a passo, o homem arrastava-se deitado pelo chão sempre que era a vez de avançar com essa perna.”

HAVIA LAMA NUMA DAS MINHAS BOTAS 
“Havia lama numa das minhas botas e isso foi um grande mistério lá na aldeia. Muitos homens acercaram-se de mim à entrada da povoação e colocaram-se em pé em torno de mim. Rodeavam-me a toda a volta e perguntavam-me de onde tinha vindo aquela lama. E quem me perguntava esticava o braço e tocava-me com a ponta da sua mão e recolhia o braço e a mão depois de me ter feito a pergunta. Não sei quantos homens eram à minha volta, mas várias dezenas eram certamente.”

A SALA 
“É costume naquela sala haver sempre uma pessoa sem lugar para se sentar. Diz-se que é porque há uma cadeira a menos mas, segundo outros, é porque há uma pessoa a mais. O certo é que, sejam ou não essas as razões, há sempre alguém que nunca tem cadeira. 
A sala, em si, nada tem de incomum excepto, talvez, o facto de ter sido pensada e construída para ser uma sala isolada do resto do corpo de um edifício. Ou explicando melhor, a sala ocupa a totalidade de um pequeno edifício construído propositadamente para a albergar. Esse edifício é quadrado, lembrando a metade inferior de um cubo, tem uma porta num dos lados e outra no lado oposto. Nos lados não ocupados pelas portas há uma janela em cada parede e, no interior da sala, há cadeiras, várias cadeiras para que as pessoas se sentem quando atravessam a sala.”

O HOMEM QUE SE PROLONGOU NO TEMPO 
“Um homem ficou comprido no tempo. Ele avançava numa rua e a cabeça dele ficou como que colada num instante mais ou menos no início dessa rua e o resto do corpo continuou a caminhar. O topo do crânio ficou preso num qualquer ponto invisível do espaço a determinada altura do chão. E, por ter ficado preso, a cabeça do homem começou a esticar como se de um elástico se tratasse.”

O PARASITÁRIO 
“Entrei em casa e mal tinha fechado a porta quando ouvi duas pancadas secas. Espreitei pelo óculo da porta e vi dois homens lado a lado, exactamente iguais um ao outro e imóveis. Afastei-me do óculo e, através da porta, fiz a pergunta do “quem é?” mas nenhum respondeu. Passados uns segundos tornei a espreitar e ainda estavam na mesma posição. Afastando-me do óculo, repeti a pergunta mas, tal como antes, a resposta foi nula. Aguardei uns dois ou três minutos e depois nova espreitadela e nova confirmação sobre a manutenção dos dois homens no mesmo lugar. Afastei-me da porta e decidi ignorar o assunto, pondo em acção as tarefas habituais existentes numa casa. 
Tinham-se passado umas horas quando me lembrei que tinha deixado gente à porta. Tornei a espreitar pelo óculo e lá continuavam eles, não se foram embora. Permaneciam ali, exactamente na mesma posição em que os deixei.”

NO ELEVADOR 
“Estava um homem em pé dentro do elevador de um edifício onde precisei de ir. Chamei o elevador, abri-lhe a porta e vi-o. Era alto, com ar de cavalheiro e gestos delicados. Estava quase encostado à parede do fundo da cabine do elevador, de frente para a porta, e fazia pequenos e gentis gestos com as mãos, com os braços e com os dedos. Ora levantava um pouco uma mão, ora a outra, depois baixava ambas e subia um pouco um braço, depois o outro e baixava-os e passava depois para os os dedos das mãos, levantando um de cada vez para os baixar em simultâneo.”

AS PORTAS 
“Naquele dia sorteavam as portas. Todos nós queríamos uma porta para colocar no buraco aberto em cada uma das nossas casas e, sempre que nova fornada de portas saía da fábrica, era grande a algazarra que se fazia. Criavam-se longuíssimas filas à entrada da fábrica mas apenas os primeiros a chegar tinham a sorte de conseguir uma porta. Os outros, desalentados, regressavam a casa, esperando por nova data para a fornada seguinte para tudo, novamente, se repetir. O truque era chegar à fábrica o mais depressa possível a partir do momento em que a data da fornada era anunciada pois, tendo em atenção a quantidade limitada de portas disponíveis em cada, apenas os primeiros a chegar conseguiriam obtê-la.” 

Nuno Bastos é performer, escritor, faz trabalho em madeira e já deu aulas de pintura, de desenho, de História da arte e de teatro. Formou-se em artes plásticas pelo Ar.Co. Contos de Mundos Anexos é o seu quarto livro e tem textos publicados na revista online Selene – Culturas de Sintra, no Jornal de Sintra, no blog colectivo Sintra Deambulada, na revista Abismo Humano e na colectânea de contos A Boca da Noite. Por vezes, diz prosa e poesia.

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