06/12/2018

[SDE]Opinião "O Guardião", de Sherrilyn Kenyon

quinta-feira, dezembro 06, 2018 0
O Guardião, de Sherrilyn Kenyon

A rainha do romance paranormal regressa ao mundo dos sonhos.
A Caçadora de Sonhos Lydia tem a mais perigosa das missões: descer até ao reino inferior e encontrar o deus dos sonhos que desapareceu, antes que ele revele os segredos que podem pôr em perigo a sua espécie. Mas ela não esperava ser feita prisioneira pelo guardião mais cruel do reino…
O tempo de Seth está a esgotar-se. Se ele não descobrir a entrada para o Olimpo, a sua vida e a do seu povo estará perdida. Seth não consegue vergar o deus que tem prisioneiro, mas quando surge uma salvadora, ele decide tentar uma nova tática.
Quando estas duas vontades férreas se encontram, uma delas tem de ceder. Mas Lydia não guarda apenas os portões do Olimpo — ela protege um dos poderes mais obscuros do mundo. Se ela falhar, uma maldição antiga vai voltar a assombrar a Terra e ninguém estará a salvo. Mas o mal é sempre sedutor…


Existem séries que nos marcam, que nos ensinam algo, que deixam aquela mensagem especial e que a cada livro publicado nos fazem suspirar por mais. Existem séries, como esta, onde existe sempre aquela novidade e aquele momento chave que nos faz questionar acerca dos próximos desenvolvimentos e esta autora parece uma das que parece ter uma imaginação infinita e que nos faz desejar ler mais e questionar acerca do próximo passo.
“O Guardião” marca um ponto chave nesta série, sendo um um livro onde nos deparamos com uma realidade mais crua, mais violenta, mas onde impera tudo aquilo a que estamos habituados nos livros anteriores. Confesso que no início do livro me senti um pouco perdida, talvez pelos inúmeros acontecimentos que estavam a ocorrer ou pela quantidade de livros que já foram passando pelas nossas mãos, mas aos poucos pareceu-me que tudo se foi encaixando e acontecendo de forma natural.
Adorei conhecer a Lydia, mas foi Seth e a sua história que me fizeram apaixonar por este livro. A sua personalidade, que no início parecia animalesca, de repente toma outros contornos e vamos começando a entender o quanto os acontecimentos passados o foram marcando e, se é certo que a vida real em nada tem a ver com este tipo de comportamentos e, se me deparasse com alguém assim de certo que fugiria imediatamente, a verdade é que felizmente a ficção tudo transforma e faz criar algum tipo de solidariedade para com este tipo de personagens. Seth é então a criação de uma mente fantástica, que tanto nos faz sonhar e entender que nem tudo é o que parece e que os juízos de valor são rápidos de acontecer. E se Noir e Azura são cada vez mais odiados, a verdade é que Jaden continua a ser uma personagem enigmática e que em vez te encontrarmos respostas, temos cada vez mais questões acerca da sua história. Por amor de Deus, alguém que diga à autora que precisamos urgentemente do livro com a história desta personagem (E sim, estou a ser irónica, até porque este livro foi escrito originalmente em 2011 e até aos dias de hoje ainda não saiu qualquer publicação que contasse a historia desta personagem.). É claro que não posso falar só de Seth, Noir, Azura e Jaden…Lydia tem também um passado no qual sofreu e a sua própria família esconde segredos que apenas no final são desvendados, mas caramba, sinto que o final foi rápido demais… Não, não quero dizer que o final não correspondeu às minhas espectativas, o que pretendo transmitir é que não queria que o livro terminasse, tinha aquela sensação de querer ler mais e mais…É este o efeito que Sherrilyn Kenyon tem em nós, a autora consegue prender-nos nas suas historias e quando chegamos ao fim ficamos com uma sensação de vazio enorme, chegando até a tornar-se complicado o início de novas leituras.
Em resumo, este é mais um livro que não vão querer prender e uma prenda de natal fantástica para quem o leia.

Ps – Queria tanto que a série “As Crónicas de Nick” fosse publicada em Portugal!  <3

22/11/2018

[Divulgação]Contos de Mundos Anexos, de Nuno Bastos

quinta-feira, novembro 22, 2018 0

Contos de Mundos Anexos, de Nuno Bastos
Editora: Escrytos – Edição de autor
Preço: 5,99 €


Nos anexos da mente ou do mundo real. É dai que surgem os doze contos que aparecem em Contos de Mundos Anexos. É ai que encontramos o vizinho que pulava, o sofá novo, um homem dentro de um elevador, uma bota com lama e outros acontecimentos. Havia também o outro que se arrastava e uma sala num local. Ou um comboio no seu percurso.








Excertos dos contos incluídos

O HOMEM PERPENDICULAR 
“Havia um homem que surgiu parado em pé diante de um edifício. Deixava os braços caídos ao longo do corpo e todo ele ficava muito recto, como se quisesse imitar a verticalidade da construção. Quiseram saber a razão de ele estar sempre tão direito e a olhar para o edifício mas o homem não respondeu, como se nem tivesse sequer ouvido a pergunta. Alguns cidadãos preocupados quiseram tirar o homem dali e colocá-lo num sítio onde estorvasse menos a passagem mas não o conseguiram fazer. O homem manteve-se tão recto como estava e nem levantá-lo do chão conseguiram, mantendo-se no estado de absoluta perpendicularidade em relação ao solo.”

O VIZINHO 
“Diariamente era chamado por um vizinho. Ele batia à porta de minha casa, sempre com três pancadas, eu abria e ele pedia-me para ir a casa dele. Era para lhe ver os progressos da situação porque esse vizinho tinha como tarefa pular ininterruptamente com o objectivo de, durante um dos pulos, se imobilizar no ar, não tendo qualquer contacto com o chão. Ele queria atingir um ponto de imobilidade que não desse origem a que continuasse sempre a subir rumo ao espaço ou que continuasse sempre a descer rumo ao centro da Terra. 
Ele tinha, tempos antes, dado início a essa tarefa, organizando uma sessão por dia para a qual fui convidado para ser uma espécie de juiz.”

NO COMBOIO 
“Entrei num comboio. Havia apenas um comboio na estação de partida, aquele que eu tinha de apanhar. Perto, via-se o fiscal de embarque que pedia os bilhetes aos passageiros antes de embarcarem. Entreguei-lho, ele analisou-o de alto a baixo e da esquerda para a direita, olhou para mim e deu-me autorização para o embarque, devolvendo-mo. Subi os dois degraus da carruagem e procurei o lugar que me havia sido destinado que não era naquela mas sim numa carruagem mais para diante. Havia já passageiros sentados mas muitos dos lugares estavam vagos e havia até carruagens sem ninguém. 
O comboio iniciou a marcha pouco depois de me sentar no meu lugar ao lado da janela e mal tínhamos saído da estação quando o fiscal de bordo se aproximou, dizendo-me para o acompanhar até ao seu gabinete, na primeira carruagem. Entrámos e pediu para me sentar na cadeira diante da sua secretária. Informou-me que, desse momento em diante, eu seria colocado ao serviço de Sua Excelência.”

OS HOMENS 
“Abri uma janela e entrou um homem em minha casa. Era já o segundo nesse dia. Consegui expulsar o primeiro após persegui-lo durante várias horas. E a este, o segundo, iniciei-lhe a perseguição logo que atravessou a janela rumo ao interior do meu lar. Corri atrás dele, tentando mudar de direcção tão rapidamente quanto ele o fazia na sua corrida, mas foi em vão. Passaram-se vários minutos, talvez uma hora, e nada consegui. Sentei-me, por fim, exausto numa cadeira da sala. De seguida o homem parou, pois também ele devia estar cansado após todo aquele esforço.”

O SOFÁ 
“Eu tinha um sofá novo em casa. Coloquei-o num lugar que lhe estava reservado havia certo tempo. Era verde e muito confortável e, nos primeiros tempos, pedia sempre aos meus convidados para nele se sentarem para lhe provarem o gosto. A opinião foi unânime ao avaliar o extremo conforto dele, já quanto à cor houve várias opiniões, havendo quase tantas preferências quanto as visitas. 
Fiquei surpreendido quando, num final de tarde, tempos depois, vi que tinha brotado uma mão do seu interior, num dos extremos do sofá, perto do apoio dos braços. Eu tinha acabado de chegar das compras e pousei os sacos no chão para averiguar a situação e aproximei-me do sofá.”

O HOMEM QUE SE SEGURAVA A UMA DAS MINHAS PERNAS 
“Um dia saí de casa e reparei que estava um homem agarrado a uma das minhas pernas. A outra não tinha qualquer problema e movimentava-a normalmente mas, para movimentar essa, tornou-se necessário fazer algum esforço devido à carga do homem que a ela se segurava com ambas as mãos. Por causa deste problema, quando me movimentava a passo, o homem arrastava-se deitado pelo chão sempre que era a vez de avançar com essa perna.”

HAVIA LAMA NUMA DAS MINHAS BOTAS 
“Havia lama numa das minhas botas e isso foi um grande mistério lá na aldeia. Muitos homens acercaram-se de mim à entrada da povoação e colocaram-se em pé em torno de mim. Rodeavam-me a toda a volta e perguntavam-me de onde tinha vindo aquela lama. E quem me perguntava esticava o braço e tocava-me com a ponta da sua mão e recolhia o braço e a mão depois de me ter feito a pergunta. Não sei quantos homens eram à minha volta, mas várias dezenas eram certamente.”

A SALA 
“É costume naquela sala haver sempre uma pessoa sem lugar para se sentar. Diz-se que é porque há uma cadeira a menos mas, segundo outros, é porque há uma pessoa a mais. O certo é que, sejam ou não essas as razões, há sempre alguém que nunca tem cadeira. 
A sala, em si, nada tem de incomum excepto, talvez, o facto de ter sido pensada e construída para ser uma sala isolada do resto do corpo de um edifício. Ou explicando melhor, a sala ocupa a totalidade de um pequeno edifício construído propositadamente para a albergar. Esse edifício é quadrado, lembrando a metade inferior de um cubo, tem uma porta num dos lados e outra no lado oposto. Nos lados não ocupados pelas portas há uma janela em cada parede e, no interior da sala, há cadeiras, várias cadeiras para que as pessoas se sentem quando atravessam a sala.”

O HOMEM QUE SE PROLONGOU NO TEMPO 
“Um homem ficou comprido no tempo. Ele avançava numa rua e a cabeça dele ficou como que colada num instante mais ou menos no início dessa rua e o resto do corpo continuou a caminhar. O topo do crânio ficou preso num qualquer ponto invisível do espaço a determinada altura do chão. E, por ter ficado preso, a cabeça do homem começou a esticar como se de um elástico se tratasse.”

O PARASITÁRIO 
“Entrei em casa e mal tinha fechado a porta quando ouvi duas pancadas secas. Espreitei pelo óculo da porta e vi dois homens lado a lado, exactamente iguais um ao outro e imóveis. Afastei-me do óculo e, através da porta, fiz a pergunta do “quem é?” mas nenhum respondeu. Passados uns segundos tornei a espreitar e ainda estavam na mesma posição. Afastando-me do óculo, repeti a pergunta mas, tal como antes, a resposta foi nula. Aguardei uns dois ou três minutos e depois nova espreitadela e nova confirmação sobre a manutenção dos dois homens no mesmo lugar. Afastei-me da porta e decidi ignorar o assunto, pondo em acção as tarefas habituais existentes numa casa. 
Tinham-se passado umas horas quando me lembrei que tinha deixado gente à porta. Tornei a espreitar pelo óculo e lá continuavam eles, não se foram embora. Permaneciam ali, exactamente na mesma posição em que os deixei.”

NO ELEVADOR 
“Estava um homem em pé dentro do elevador de um edifício onde precisei de ir. Chamei o elevador, abri-lhe a porta e vi-o. Era alto, com ar de cavalheiro e gestos delicados. Estava quase encostado à parede do fundo da cabine do elevador, de frente para a porta, e fazia pequenos e gentis gestos com as mãos, com os braços e com os dedos. Ora levantava um pouco uma mão, ora a outra, depois baixava ambas e subia um pouco um braço, depois o outro e baixava-os e passava depois para os os dedos das mãos, levantando um de cada vez para os baixar em simultâneo.”

AS PORTAS 
“Naquele dia sorteavam as portas. Todos nós queríamos uma porta para colocar no buraco aberto em cada uma das nossas casas e, sempre que nova fornada de portas saía da fábrica, era grande a algazarra que se fazia. Criavam-se longuíssimas filas à entrada da fábrica mas apenas os primeiros a chegar tinham a sorte de conseguir uma porta. Os outros, desalentados, regressavam a casa, esperando por nova data para a fornada seguinte para tudo, novamente, se repetir. O truque era chegar à fábrica o mais depressa possível a partir do momento em que a data da fornada era anunciada pois, tendo em atenção a quantidade limitada de portas disponíveis em cada, apenas os primeiros a chegar conseguiriam obtê-la.” 

Nuno Bastos é performer, escritor, faz trabalho em madeira e já deu aulas de pintura, de desenho, de História da arte e de teatro. Formou-se em artes plásticas pelo Ar.Co. Contos de Mundos Anexos é o seu quarto livro e tem textos publicados na revista online Selene – Culturas de Sintra, no Jornal de Sintra, no blog colectivo Sintra Deambulada, na revista Abismo Humano e na colectânea de contos A Boca da Noite. Por vezes, diz prosa e poesia.

21/11/2018

[TopSeller]Opinião "O Egomaníaco", de Vi Keeland

quarta-feira, novembro 21, 2018 0

O Egomaníaco, de Vi Keeland

O que dizer de Drew Jagger?
É presunçoso, egocêntrico e arrogante…

Eu estava bastante satisfeita com o meu novo consultório, que arrendei em pleno centro da cidade, até que o Drew apareceu. Foi uma confusão! Pensei que ele era um assaltante e tentei atacá-lo, até que ele, calmamente, me esclareceu: eu é que estava no escritório dele. Ou seja, descobri que tinha sido enganada.
O Drew achou piada à situação e à minha ingenuidade (assim como a outros dos meus… atributos), e propôs um acordo irrecusável: partilharmos o espaço até eu encontrar um novo, e em troca eu atenderia os telefonemas dele. Nem parece mau, pois não?
O problema é que juntos somos a receita ideal para o desastre. O Drew é advogado especialista em divórcios —— cínico, convencido e estupidamente sexy ——, e eu sou conselheira matrimonial, interessada em salvar os casamentos que ele quer ajudar a desfazer. As discussões entre nós são tórridas e as diferenças mais do que óbvias. A única coisa que nos une é o espaço que partilhamos… E uma atração cada vez mais louca e incontrolável. ... mas confesso: não consigo deixar de pensar em como será beijar aqueles lábios tentadores! 


Depois de “O Boss” e “O Prof” confesso que estava com um misto de sentimentos, pois acreditava que seria difícil continuar a sentir a mesma coisa por qualquer outro livro da autora, mas que hei-de fazer? Afinal, só tenho uma coisa a dizer: “Oops! She did it again!!!!”. Caramba Vi Keeland, assim não vale… Uma pessoa pega num livro, num momento de descanso e logo volto aquele rebuliço que nos deixa completamente mergulhadas na trama e alheias a qualquer outra coisa que se passa ao nosso redor. É como digo, se adorei os livros os outros livros, este não ficou atrás e espero ansiosamente pela publicação do próximo. Pronto, sei que pareço uma maluquinha, que fala sem pensar, mas esta autora tem entrado na minha estante e parece querer ficar por lá e aumentar o seu lugar de destaque.
Em relação às personagens principais, Drew e Emerie foram personagens que desde o início se mantiveram fieis a si próprios, mantendo a sua personalidade e ao mesmo tempo que se iam aproximando, criavam também um enredo próprio que não me pareceu forçado e virado para o seu lado sexual. Claro que é um facto que este tipo de livros tem um alto teor sexual, mas este foi um daqueles livros que apesar de terem um grande conteúdo nessa temática, este pareceu funcionar lindamente, sendo que na minha opinião apenas se foi aprofundando à medida que os dois se iam conhecimento e não foi arremessado logo a partir do primeiro momento, algo que muitas vezes acontece neste tipo de livros. Agora, entre as personagens que intervieram no livro, aquela que mais odiei foi o Baldwin…homenzinho idiota, que durante tanto tempo não quis saber da Emerie e de repente, quando ela está a conseguir dar/ter atenção de outro homem acorda finalmente para a vida e acha que pode pôr e dispor da vida da rapariga.
Adorei o humor utilizado pela autora, na forma como as duas personagens principais interagiam entre si, mantendo sempre aquele discurso carregado de segundas intenções e fazendo com que tivesse imensa vontade de saber o que se iria passar a seguir.
De resto, não tenho nada a acrescentar, até porque não vos quero estragar a surpresa. Este é um livro fantástico e que nos tira grandes gargalhadas. Sem dúvida, uma excelente prenda de natal.
TopSeller, estou à espera do próximo!

16/10/2018

[TopSeller]Opinião "Um Casamento Conveniente", de Tessa Dare

terça-feira, outubro 16, 2018 0

Um Casamento Conveniente, de Tessa Dare

Objetivo número um: ter um herdeiro.
Desde que o Duque de Ashbury regressou da guerra com o rosto desfigurado, a única coisa que o move é deambular pela cidade de Londres durante a noite e assustar todos com quem se cruza. Só que agora tem um problema: precisa de um herdeiro.
Objetivo número dois: casar. Mas com regras bem definidas.
Quando Emma Gladstone, uma simples costureira, aparece em casa de Ashbury para lhe exigir um pagamento em dívida, este aproveita a ocasião e faz-lhe uma proposta de casamento. Mas impõe certas condições: deverão encontrar-se sempre às escuras, e apenas para conceberem um filho. Assim que Emma engravidar, deverá partir para o campo, e nunca mais se voltarão a ver.
Objetivo número três: não quebrar nenhuma das regras anteriores.
Ashbury e Emma casam-se. Emma, porém, é uma mulher determinada e também tem as suas próprias regras. E a principal é conhecer o marido. Permitirá Ashbury que Emma o veja realmente? E conseguirá ele impedi-la de se apaixonar? 

Sempre que tenho noticias da publicação de um livro da Tessa Dare fico bastante entusiasmada. A autora, que durante tanto tempo passou ao lado dos mercados literários portugueses parece que veio para ficar e isso é algo que tenho a certeza deixa todos os seus leitores felizes.
As suas histórias são marcadas de romance e algum picante à mistura, mas a característica que me faz ficar fiel às suas histórias é o humor incrível que vai sendo habitual em todos os livros.
Este foi um livro que se leu rápido, com uma sede incrível de saber o que se ia passar de seguida. Tenho a dizer que não consegui largar esta história e, no momento em que terminou, fiquei com aquele sentimento de querer mais do mesmo e tive de esperar um pouco para passar à próxima leitura….quase como se estivesse de ressaca! Por muito que gostemos de um livro, nem todos conseguem deixar o leitor neste estado e por isso tive de vos contar isto de forma a entenderem o quando este livro me marcou. A historia de Emma e Ash é linda, cheia de momentos hilariantes, com bastante romance à mistura e com aquela personagem que nos faz desejar dar-lhe um enxerto de tareia!!! (Desculpem, mas a dita cuja conseguiu sempre trazer o pior de mim sempre que pensava nela -.- )
É assim uma historia bem construída, que apesar de no inicio parecer um tanto rápida, manteve um ritmo consistente e não deixou transparecer pressas na forma como tudo foi acontecendo. Pareceu-me que a autora foi conseguindo tecer a história de uma forma cuidada, não deixando nada ao acaso e aproveitando cada detalhe, para que tudo se mantivesse constante e bem agregado, não dando lugar a quaisquer mal entendidos.
E agora? Agora só me resta esperar pelo próximo e pedir a todos os santinhos (a.k.a. TopSeller) que não demore muito a publicar o próximo livro…
Continuem assim, pois desde que a TopSeller apareceu, o mercado literário português nunca mais foi o mesmo!!!

13/09/2018

[TopSeller]Opinião "A Lady Improvável", de Valerie Bowman

quinta-feira, setembro 13, 2018 0

"A Lady Improvável", de Valerie Bowman

Jane Lowndes é uma jovem solteira de 26 anos que adora ler e que sonha em passar o resto dos seus dias a estudar, a lutar pelos direitos das mulheres e a frequentar salões intelectuais. Contudo, a sua mãe tenta insistentemente convencê-la a casar e a participar em eventos sociais.
Lorde Garrett Upton é um solteirão despreocupado que sobreviveu à guerra e regressou a Londres com o intuito de aproveitar ao máximo a vida. Tal como Jane, não tem qualquer intenção de se casar.
Ambos se conhecem há vários anos, mas não se toleram, estando constantemente a discutir e a provocarem-se. Só que um dia, num baile de máscaras, beijam-se, sem saberem a identidade um do outro. Quando o descobrem, tudo começa a mudar entre eles.
Conseguirá o desejo que sentem um pelo outro superar o sonho de permanecerem independentes e descomprometidos? 

O nome de Valerie Bowman é já conhecido entre nós. Dotada de um humor inacreditável, a autora brinda os seus leitores com livros apaixonantes, personagens irreverentes e que nos marcam de uma forma incrível.
Ao ler este livro apercebi-me o quanto anseio pela chegada da publicação do trabalho desta autora, pois apesar do tempo de espera de publicação desta opinião a leitura foi feita a partir do momento em que o livro me chegou às mãos. Se me arrependo de algum dia ter lido os livros desta autora? Nunca! Estas são histórias que nos fazem sonhar, que apesar de serem apenas histórias e fantasia, nos fazem conhecer um pouco de uma época em que tudo era diferente e que apesar de existir muita miséria, havia também uma educação muito própria da alta sociedade e bastante respeito mútuo entre semelhantes. Dou por mim a imaginar como seria viver naquela época e viver um pouco daquilo que as personagens estão a viver… E talvez por isso penso que talvez esteja a viver no tempo errado!
Mas agora vamos ao que interessa! Jane e Garrett apresentam-se como duas personagens formidáveis, que tal como qualquer romance digno desse nome, parecem ser completamente o oposto um do outro e com uma vontade imensa de andar sempre a brigar e talvez sejam esses detalhes que se tornam os principais ingredientes desta história deliciosa que nos prende desde o primeiro momento. Ao olhar para trás, não consigo encontrar qualquer falha na trama, que na minha opinião manteve um ritmo consistente e não apressando em nada os acontecimentos (…na verdade a única pressa era a minha, que estava ansiosa por chegar a determinados momentos xD) e agora a única coisa que me resta mesmo é esperar pela publicação do próximo livro, com a esperança que a editora não demore muito… Dizer que adorei? Depois de tudo isto creio que nada mais será necessário dizer.

28/08/2018

[Editorial Presença]Novidade "Já Te Disse Que Preciso De Ti?", de Estelle Maskame

terça-feira, agosto 28, 2018 0

Já Te Disse Que Preciso De Ti?, de Estelle Maskame
Coleção: Ficção Juvenil nº 30
Tema: Infantis-Juvenis
Título Original: Did I Mention I Need You? (The Dimily trilogy book 2)
Tradução: Maria Eduarda Colares
PVP: 16,90 €
N. Páginas: 304

A SÉRIE SENSAÇÃO DO MOMENTO - 2º VOLUME
MAIS DE 1 MILHÃO DE EXEMPLARES VENDIDOS

Eden não vê Tyler, o enteado do seu pai, há mais de um ano. Apesar de se terem afastado em nome do bem-estar da família, ela não consegue conter o entusiasmo quando Tyler a convida para passar o verão com ele em Nova Iorque.
Apesar de tudo, Eden sente-se feliz com Dean, o seu namorado, e tem a certeza de que Tyler também já a esqueceu. Mas durante o longo e quente verão na cidade que nunca dorme, torna-se cada vez mais evidente que eles ainda não esqueceram o passado. Mas conseguirão eles resistir à tentação de se reaproximarem?
 Em Já te disse que preciso de ti?, o segundo volume da fenomenal trilogia de Estelle Maskame, Tyler e Eden vão ter de se confrontar com os seus sentimentos e decidir qual será o próximo passo nas suas vidas. Será que o amor entre ambos é suficientemente forte para enfrentarem os desafios que estão por vir? 

Estelle Maskame nasceu em 1997 e vive numa pequena cidade no norte da Escócia. Começou a escrever o seu primeiro livro, Já te disse que te amo?, publicado pela Editorial Presença, quando tinha apenas treze anos e publicou-o no Wattpad, uma plataforma de escrita online, onde rapidamente reuniu um grande grupo de leitores dedicados. Aos 16 anos, concluiu esta trilogia que entretanto já teve mais de 4 milhões de leituras online. Estelle tem, neste momento, cerca de 170 000 seguidores no Twitter (incluindo o cantor Justin Bieber...). A autora venceu o Young Scot of the Year Award 2016 na categoria de Artes e foi nomeada para os prémios Young Adult Romantic Novel e Romantic Novel of the Year pela Romantic Novelists‘ Association


24/08/2018

[Bertrand Editora]Novidade "Noiva até sexta", de Catherine Bybee

sexta-feira, agosto 24, 2018 0

"Noiva até sexta", de Catherine Bybee 
PVP: 16.60€

Gwen Harrison é a bela filha de um duque britânico que se muda para os Estados Unidos para gerir o negócio de casamentos da cunhada. Mas não tarda a apaixonar-se por Neil MacBain, um exfuzileiro que fará tudo para proteger a mulher que ama. Neil MacBain é um ex-fuzileiro que não tem como negar o efeito que Gwen, uma belíssima aristocrata, exerce na sua alma perturbada e no seu corpo musculado. Mas claro que Gwen está muito além do seu alcance. Até que uma ameaça do passado de Neil regressa e Gwen é apanhada no meio do fogo cruzado. Agora, para a manter em segurança, ele vai arriscar tudo: a carreira, a vida… e o coração.

[PenguinRandomHouse]Novidades Agosto 2018

sexta-feira, agosto 24, 2018 0

"Viver Sem Plástico", de Will McCallum
Editora: Objectiva
N. Páginas: 228
PVP: 14,90€
Data de Lançamento: 21 de Agosto

Todos os anos, cerca de 13 toneladas de plástico são largados nos oceanos, matando mais de 1 milhão de aves e 100.000 mamíferos marinhos.
Estima-se que em 2050, o peso do plástico que invade os oceanos será superior ao peso do peixe que neles habita.
A poluição pelo plástico é o flagelo ambiental da nossa era.
Como podemos fazer a diferença?
Neste guia claro e esclarecedor, Will McCallum, destacado activista antiplástico, vai ajudá-lo a levar a cabo pequenas mudanças que farão uma enorme diferença.

Eis alguns conselhos práticos:

- Lavar a roupa em sacos próprios para conter as microfibras de plástico, impedindo-as de chegarem aos oceanos (estas são responsáveis em 30% pela poluição por plástico)
- Substituir o champô vulgar por champô em barra
- Evitar as embalagens supermercado
- Fazer festas de aniversário livres de plástico
- Convencer os outros a juntarem-se a si nesta demanda anti-plástico

Viver sem Plástico proporciona-lhe as informações necessárias e as pistas que lhe permitem tomar opções informadas sobre a forma de acabar com o plástico no seu dia-a-dia: em casa, nas suas deslocações diárias, no seu local de trabalho e na sua comunidade. Faculta igualmente factos sobre o problema e as ferramentas de campanha necessárias para o ajudar a convencer outras pessoas, inclusive os amigos, a família, colegas, empresas, para poderem conjugar esforços com vista à criação de um mundo onde a poluição causada pelo plástico seja uma coisa do passado.

Diário das Raparigas Rebeldes 2018/2019, de Elena Favilli

Depois do enorme sucesso de Histórias de adormecer para raparigas rebeldes, chega às livrarias o companheiro indispensável para o início do ano escolar de qualquer rapariga rebelde: O Diário das raparigas rebeldes!
De Setembro de 2018 a Agosto de 2019, vais poder registar todos os teus planos, sonhos, paixões, ideias e, ainda, organizar os teus dias e tarefas de Rapariga Rebelde.
Ao longo das semanas e dos meses, vais ficar a saber várias curiosidades sobre outras raparigas rebeldes e inspirares-te a grandes feitos com os quizzes divertidíssimos que preparámos para ti.
Começa já a planear o ano mais rebelde da tua vida!
 Um diário de Setembro de 2018 a Agosto de 2019 que também funciona como agenda escolar.
Ao longo das semanas e meses são introduzidas várias curiosidades sobre as Raparigas Rebeldes, há quizzes para completar e ilustrações para colorir.

31/07/2018

[SDE]Opinião "Visão Mortal", de J.D. Robb

terça-feira, julho 31, 2018 0

Visão Mortal, de J.D. Robb

A detetive Eve Dallas procura nos cantos mais sombrios de Manhattan por um astuto assassino com uma paixão invulgar. Numa das noites mais quentes do ano, a tenente Eve Dallas é enviada para uma investigação arrepiante em Central Park. Uma vítima foi encontrada junto da superfície negra do lago. À volta do pescoço tem uma fita vermelha e as mãos estão colocadas como se estivesse a rezar. Mas são os seus olhos - removidos com uma precisão cirúrgica - que provocam um calafrio a Eve.
À medida que aparecem mais corpos, todos com as mesmas cicatrizes distintivas, a jovem fica impaciente por respostas. Contra os seus instintos, recorre a um psíquico que oferece várias visões, todas elas com detalhes precisos e chocantes dos homicídios.
E quando a sua amiga Peabody é gravemente ferida depois de escapar a um ataque, as apostas são elevadas. Serão os olhos um símbolo? Um retorcido ritual religioso? Uma recordação? Com a ajuda de Roarke, Eve tem de descobrir a motivação do assassino antes que outra visão se torne noutro pesadelo… 

Ok, agora é que foi… Depois de 19 livros e de muita emoção à mistura, este foi o livro que mais empolgada me deixou. Caramba! É verdade que todos os livros me deixam sempre com um sentimento muito especial e que nunca me desiludem, mas este foi aquele que mais surpreendida me deixou, principalmente com aquele final…
Estou neste momento a pensar se todos os livros, a partir daqui, irão seguir este caminho. É que se assim for não vou conseguir aguentar… (Brincadeira…vou devorá-los a todos!)
É claro que foram acontecendo muitas cenas às quais estamos habituados, como as cenas românticas e ao mesmo tempo divertidas entre a Eve e o Roarke, ou aquelas que envolve Peabody e Eve e até McNabb, mas houve ali momentos que me deixaram sem respiração e que me fizeram desejar saltar umas páginas e espreitar o final só para ver o que iria acontecer neste ou naquele acontecimento ou àquela personagem que tanto me deixava desconfiada. E quando pensei que a Eve não iria entender certas coisas ou se era eu estava a ver coisas a mais…pimba! Aconteceu aquilo… Sem respiração deixei-me envolver completamente na história e fui apanhada completamente desprevenida, pois não pensei que fossem aquelas as razões ou que chegasse àquele ponto…
Ao contrário de outras séries que andam por aí, esta tornou-se em algo que nos enche totalmente as medidas. A autora, tão conhecida por estes lados, sempre tem conseguido manter um ritmo nas histórias que conta, não deixando nada ao acaso e não apressando eventos, fazendo com que o leitor sinta que está a viver tudo o que lê, transportando-se mentalmente para aquele mundo. Peço, por tudo, que a Saída de Emergência não deixe de publicar esta série, que apesar de gigante, nunca desilude. Cheio de ação, mistério, romance e humor q.b. este é mais um livro que nos deixa a suspirar por mais…

25/07/2018

Quero os meus livros de volta!!!!

quarta-feira, julho 25, 2018 0

O artigo de hoje é um pouco do normal, um pouco como um desabafo começado com uma pergunta.
Alguma vez aconteceu sentirem saudades de determinado estilo literário?
É verdade que em determinados períodos somos inundados por várias editoras com o estilo literário que está na moda e, parecendo que não, passando um tempo vamos ficando cansados de ler sobre este ou aquele tema e tudo fazemos para mudar e ler sobre outra coisa qualquer. Mas o que se tem passado comigo é o inverso. Quer dizer, apesar de adorar ler e que devorar quase todos os livros que me chegam a casa (apesar de ter algumas opiniões em atraso), começo a sentir a falta de um género que parece que foi completamente esquecido depois da febre e apenas encontro uma serie que tem saído, assim de uma forma bastante tímida. Falo, é claro, do género do Romance Paranormal.
É claro que todos temos gostos diferentes, seria aborrecido se isso não acontecesse, mas a cada livro publicado, a cada email enviado, tenho percebido que dou várias vezes por mim na expectativa de aparecer esta ou aquela autora que tanto gosto ou gostaria de conhecer. Parece que de repente o mercado estancou e apenas aparecem romances eróticos que, apesar de bonitos, não chegam a preencher todas as lacunas que foram deixadas pelos meus adorados vampiros.
Felizmente existe ainda uma ou outra editora que não deixou o tema de lado por completo, de vez em quando lá aparece a minha adorada Sherrilyn Kenyon e uma ou outra autora que ainda se vai mantendo publicada por cá, mas as publicações são tão poucas que não chegam para deixar a curiosidade de lado. Será que ainda temos de esperar muito para o mercado se virar para outro lado?

@Way2themes

Follow Me