Até que o amor nos separe... - Opinião

José Gameiro



















Sinopse: Tomando como ponto de partida as crónicas semanais do Expresso e peças várias de diversos casos que atendeu no seu divã, José Gameiro construiu estas duas personagens, Manuel – o piloto de aviões - e Maria – a bancária -, que se debatem com os grandes dilemas e os pequenos conflitos da vida conjugal. Embora sejam um casal exemplar, têm de enfrentar as suas crises. Quando surge uma sensual italiana, como vão eles equilibrar o seu amor? Como poderão ultrapassar os ciúmes, a traição, a saudade, a inveja? Através dos anos de experiência do psiquiatra, esta ficção torna-se também modelar para muitos dos problemas que qualquer marido e mulher poderão encontrar na sua jornada.

Opinião: Uma historia muito doce que retracta a vida de um casal igual a tantos casais com problemas, mas que se esforça por viver o dia-a-dia com os filhos. Gostei da forma como é descrita a relação das personagens e principalmente do texto que de vez em quando encontramos entre os capítulos, pequenas reflexões que o autor faz sobre os comportamentos da Maria e do Manel.
A ideia de termos o diário de cada um e assim conhecer o ambiente em que vivem foi muito boa e apesar de não ser novidade, torna a história um pouco mais intima e calorosa. Ao lermos, podemos até relembrar algumas partes das nossas vidas, dos amores e desamores, da atracção louca e da mágoa corrosiva, dos filhos que tanto ama-mos, mas que também podem prejudicar uma relação a dois, tantos acontecimentos que nos podem marcar e transformar para sempre.
Gostaria de dar os parabéns ao autor por este trabalho extraordinário e também quero dizer que fico à espera que escreva mais um livrinho.

Já agora, deixo também duas passagens do livro que adorei:
“Nós somos, nas relações com os outros, como um avião que se faz à pista. Se se pode aterrar, aterra-se;se não se pode, borrega-se. A decisão tem variáveis bem definidas, não há lugar para dúvidas.”
“Já me casei muitas vezes.Se soubesse o que sei hoje, continuava a casar-me, mas nenhum homem entrava lá em casa.”

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