[Chiado Editora]Novidade "Silêncios",de Filipe Marinheiro

«Silêncios» de Filipe Marinheiro

Chegou em Dezembro de 2013 às livrarias o novo livro de Filipe Marinheiro intitulado “Silêncios” pela Chiado Editora. A obra reúne cerca de 270 poemas inéditos em 378 páginas. Em desdobramentos melancólicos entre poesia em prosa e verso, a realidade poética é uma densa complexificação que devora o universo e é, ao mesmo tempo, devorada por ele.
A escrita desta segunda obra do jovem poeta é pautada pela construção e desconstrução da linguagem, resultando numa poesia de transfiguração e transmutação, caracterizando o sujeito poético como plural, obscuro e enigmático. Léxicos múltiplos, caminhos diversos para dar a conhecer os diferentes acontecimentos da sensibilização, a fim de exprimir o que mais puro existe na existência. Em “Silêncios”, a rebeldia e fragmentação da linguagem quase que hipnotiza a atmosfera envolvente, desenvolvendo uma sobre-realidade alquímica e mística, purificando a própria palavra e o vazio absoluto. A força motriz da sua obra concentra-se nesse excesso do sensível, duplamente graça e maldição. Se por um lado, confere acesso a mundos mágicos e ao encanto dos sentidos pela sensibilidade e imaginação, por outro lado, exponencia o sofrimento, a angústia, a dor, a revolta causada pela violência da opacidade e agressividade do mundo, realidade insuportável que estremece o seu universo poético. Poesia de deambulação, vigília inquieta, procura ofegante de espaço vital, grito infinito da fragilidade extrema do ser humano nesta subtil inércia das forças.

O leitor é arrastado por um turbilhão de sentidos, em desvios múltiplos, num excesso imagético — despido e desamparado encontrará a verdade do ser. Apesar de uma poesia marcadamente desassossegada e melancólica, a tónica da mensagem de Filipe Marinheiro é esperança de resolução do mundo pela suavidade, beleza e pelo amor.
Para que se possa melhor conhecer este autor, o único caminho é lê-lo, atravessar a obra para encontrar os seus próprios “Silêncios”. É possível encontrar uma forte influência dos poetas: Al Berto, Herberto Helder, Artur Rimbaud, Mário Cesariny, Eugénio de Andrade, António Ramos Rosa, Lautréamont, Paul Verlaine, Stéphane Mallarmé, Charles Baudelaire, Paul Bowles, Antonio Gamoneda, entre outros...


OPINIÕES ACERCA DE "SILÊNCIOS"
«A intenção era apenas ler um, e acabei por ler todos, experimente é bem possível que lhe aconteça o mesmo.
A sua poesia, a sua crítica revestida por um inconformismo constante. Vem abalar alguns pilares que apesar de corroídos se vão mantendo, cheios de pensos rápidos. Sem ninguém se aperceber ou apercebendo-se e não querendo admitir, estes pilares se não tiverem uma reestruturação, um restauro afim de preservar o que de bom ainda têm, acabarão por cair. Não gosto do cenário. Eles deverão continuar de pé, não com o material degradado e desgastado pelo tempo e curado com pensos rápidos, e sim com uma intervenção cirúrgica que lhe forneça sangue novo. Desejo-lhe muitos leitores e Parabéns Filipe :) adorei e um bem haja à Chiado Editora :)»
Leitora Paula Duarte

«por alguma falta de “Silêncios”, paradoxalmente, ou de ruminante contenção, por algum excesso imagético, pelo menos, parece por vezes pecar o último trabalho de Filipe Marinheiro, mas chega também, paradoxalmente ainda, a alcançar, sobretudo nas passagens menos extensas, certa eficácia na mensagem e grande beleza musical.”
Filósofo Daniel Moreira Duarte


INFORMAÇÕES ADICIONAIS:





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