[Entrevista]À conversa com...Milene Emidio


Hoje é Sabado e por isso temos a nossa rubrica “Á conversa com…”. 
Chegou a vez de uma menina que a maioria de vós conhece, chama-se Milene Emidio e publicou o livro “O Vestido”.Antes de passar à entrevista, gostaria de agradecer à Milene por ter aceite o convite de participar neste nosso cantinho.

1 – Como e quando nasceu o gosto pela escrita?
O gosto pela escrita nasceu do gosto de ler e de inventar histórias. Aprendi a ler com cinco anos e desde então foi um crescendo enorme. Dei por mim a fazer composições algo elaboradas para a escola e a tentar que os professores nos dessem temas livres para poder criar e não limitar-me a relatar o que acontecera nas férias ou o que queria ser quando fosse grande. Aos 16 tentei estruturar a minha primeira história grande e séria, mas passadas umas 60 páginas, ao reler o que tinha, pensei que lhe faltava maturidade, experiência de vida. Abandonei o projecto, mas nunca a ideia, até que, por fim, na faculdade, um professor me deixou um comentário num texto livre que lhe apresentei (módulo de linguística) a pedir para ler o resto. Quatro anos depois, numa cadeira de opção – Oficina da Escrita – apresentei-lhe o conto O Vestido como projecto final.

2 – Qual a sensação de ter um livro publicado?
No meu caso é algo agri-doce. A publicação de 2007 acabou por ser um autêntico fiasco, logo a expectativa, nervoso miudinho e a felicidade de poder ter o “meu menino” à vista de tudo e todos foram enterrados pouco depois de terem nascido. Já a reedição, foi por minha conta e risco, sabendo que não teria nada a ver com a comum edição – a distribuição é feita apenas por um canal (site da editora/gráfica) e, como tal, não chega longe, por muito que o autor se esforce. Ainda assim, fiquei com um gostinho mais doce com a reedição do que com o trabalho original.

3 - Fala-nos um pouco de “O Vestido”.
É um pequeno conto sobrenatural. Como já referi, começou por ser um trabalho académico, que após quatro anos deu origem ao conto como hoje o conhecemos. Foi inspirado num sonho que tive – tenho por hábito apontar aqueles que penso serem relevantes, e na altura estava sem ideias para fazer o trabalho da faculdade quando me lembrei de pegar no “caderno dos sonhos” e tentar encontrar um que pudesse dar uma boa história em quatro páginas (limite imposto pelo professor). Dei por mim a delinear naturalmente parte da história e aquilo que é hoje o primeiro capítulo, foi efectivamente o texto que deu início a tudo e é também a parte que corresponde ao sonho. O problema depois foi arranjar justificação para tudo o que comecei a escrever. Uma morte não é apenas uma morte, tem de haver uma justificação para tal. A personagem principal não se encontra num determinado local só porque sim, tem de haver um porquê que responda a este tipo de questões. E foi crescendo, não ao ritmo desejado, mas a tempo de ser apresentado ao mesmo professor que avaliou o pequeno texto inicial e que me incitou a continuar. Em suma, uma viagem no tempo, que não careceu de uma máquina e em que a personagem tem oportunidade de se conhecer melhor, de descobrir muito sobre si mesma, de corrigir alguns acontecimentos e de aprender a amar.

4 – Como te sentiste perante o feedback dos teus leitores?
Feliz, entusiasmada… É uma sensação incrível teres alguém a vir ter contigo dizer que leu a tua história. Melhor ainda se disser que adorou. Nem todos podemos gostar do mesmo e sim, já tive criticas menos positivas. Penso que uma daquelas devastadoras ainda não tive, embora já que tenham atribuído pontuações baixas (goodreads), mas como não colocaram a razão da pontuação fiquei sem saber se foi por não se identificarem com a história e/ou personagens, se foi por considerarem que está mal escrito, se não gostam do formato… No geral, ter feedback é óptimo e contactar com leitores tem sido um prazer enorme. Debatemos o que fiz, porque o fiz, as alternativas, o que poderia estar a mais ou a menos, projectos futuros, ideias…

5 – Quais as expectativas que tinhas ao publicar o livro?
Eram algumas… A primeira e talvez a mais importante era VER o meu livrinho por aí, no verdadeira sentido da palavra ver. Significaria que estaria ali pronto a ser notado por muita gente e podia despertar o interesse de alguém ou, quiçá, de muitos. Infelizmente, como já referi, a parceria com a editora não correu bem e o livro nunca deve ter saído do lugar onde o guardavam, dado que se procurou em diversas livrarias (das grandes superfícies às mais pequenas – de acordo com uma lista que me foi dada pela própria editora indicando que o livro se encontraria à venda nesses locais) e nunca ninguém o viu. Pior… Os responsáveis chegaram mesmo a dizer-nos que não tinham sequer registo da existência da obra para possível encomenda por parte dos leitores.
Outras expectativas seriam (e condicionadas pela primeira) um feedback maior por parte dos leitores, não maior em termos de fazerem reviews maiores, mas sim de um maior número de leitores a comentar, a passar a palavra; participação em eventos literários (consegui alguns, graças a outros autores e alguns leitores que com carinho se lembraram de mim e de me incluir nesses eventos) onde pudesse divulgar ainda mais o conto.
Essencialmente penso que são as expectativas de boa parte dos autores.

6 – Quando teremos um novo livro?
Questão difícil e sei que ando a adiar há demasiado tempo a conclusão da história da Inês e do Diogo. Ela está feita. O problema é mesmo rever (após test-reading que também já foi feito), limar, limpar, colocar tudo no seu devido lugar para poder dizer que está efectivamente pronto. Queria ver se ao longo deste ano conseguia convencer-me a voltar à história (eu precisei de me distanciar dela para que consiga fazer uma revisão decente) para a terminar de vez e entretanto, avançar com um outro projecto que comecei e que ainda não passa de esboço, gráficos, apontamentos e algumas imagens de referência.


7 – Todas as histórias são dentro do género Fantástico?
Sim, até ao momento. É o género que mais me apraz ler e, consequentemente, escrever. Dentro do fantástico há uma miríade de subgéneros e confesso que me tenho ficado pelo paranormal. Estou a ver se com o terceiro projecto faço algo diferente, mas dentro do fantástico.

8 – Para finalizar, queres deixar alguma mensagem especial para os teus leitores?
Que continuem a ler, que continuem a opinar sobre o que lêem, que continuem a acarinhar os autores de quem gostam e a dar-lhes ideias, sugestões…Acima de tudo, que continuem a encontrar nos livros aquele lugarzinho de escape à rotina diária.

[Clube do Autor]Passatempo "Segredos do Passado"



As poucas horas que faltam para terminar o passatempo «Segredos do Passado» (23h59m de amanhã) são mais do que suficientes para participar e ganhar um curso da Escola Escrever Escrever. :) Para se habilitarem ao prémio, os participantes têm apenas de enviar uma fotografia, um vídeo, um pequeno texto… algo (original) e demonstrativo da respetiva paixão pela escrita/leitura (junto com o talão de compra do livro Segredos do Passado). O passatempo termina amanhã às 23h59 e o vencedor será anunciado na segunda-feira, dia 2. Enviem para  o e-mail: info@clubedoautor.pt.



[Quinta Essência]Novidades - Abril 2012


Titulo:  Diz-me quem és
Autor: Jessica Bird

Sinopse: Ela pensou que tinha tudo... até o conhecer
Grace Hall é uma socialite deslumbrante, rodeada de glamour, privilégio e riqueza, mas a sua fortuna fez dela o alvo de um louco que anda a matar as mulheres mais influentes de Manhattan. Para se proteger, Grace exige o melhor dos guarda-costas – e depara com muito mais do que esperava.
John Smith é um especialista em segurança intransigente e frio que é tão dedicado ao seu trabalho como é mortífero. Mudar-se para o luxuoso apartamento de cobertura de Grace é a última coisa que deseja, mas é impossível dizer-lhe que não. Quando explica as regras à sua nova cliente, surgem entre eles faíscas, bem como um desejo incendiário. Com Grace nos braços, John dá por si a baixar as próprias defesas. À medida que as noites amenas se tornam escaldantes e o assassino se aproxima, Grace e Smith enfrentam uma escolha crucial: seguir as regras ou seguir os seus corações.


Titulo: Ao encontro do nosso amor
Autor: Michael Baron

Sinopse: Joseph, um homem à beira dos quarenta anos, acorda desorientado e constrangido num local que não reconhece. Parte numa viagem para encontrar a sua casa, sem saber para onde vai, orientado apenas pela visão preciosa e indelével da mulher que ama.
Antoinette é uma mulher de idade, que vive numa residência para séniores e que se refugiou no seu mundo interior. Aí, o corpo e a mente não a atraiçoaram. Aí, é uma jovem recém-casada com um marido que a idolatra e uma vida inteira de sonhos para viver. Aí, ela está verdadeiramente em casa.
Warren, filho de Antoinette, é um quarentão anos que atravessa uma das fases mais difíceis da sua vida. Com tempo a mais, resolve tentar recriar as recordações de casa confeccionando os melhores pratos da mãe e saboreá-los com ela.
Joseph, Antoinette e Warren são três pessoas que andam à procura de casa, cada uma à sua maneira. No modo como se ligam umas às outras nesta fase crítica das suas vidas reside o fundamento do tipo de história profunda e comovente que nos habituámos a esperar de Michael Baron.


Titulo: Há sempre um amanhã
Autor: Anita Notaro

Sinopse: A maior parte das pessoas consegue lembrar-se de um momento decisivo na sua vida. Uma fração de segundo quando o tempo parou e a vida mudou para sempre. Para Lily Ormond, esse momento chegou ao fim de um dia, quando foi abrir a porta e descobriu que, enquanto estava a esmagar alho e alecrim e assistir a telenovelas, a sua irmã gémea Alison se tinha afogado. Foi difícil conciliar-se com a perda da única irmã e melhor amiga, e mais ainda tornar-se mãe de Charlie, o filho de Ali com três anos de idade, mas descobrir que a sua irmã gémea levava uma vida secreta havia anos quase destruiu Lily... E assim começa uma viagem relacionada com quatro homens que tinham feito parte de uma vida que ela nem sabia existir. Uma viagem que obriga Lily a reconciliar-se com a memória do pai que nunca se importou realmente com ela, com uma criança que precisa muito de si e com uma irmã que não era o que parecia.


Titulo: O Sorriso das Mulheres
Autor: Nicolas Barreau

Sinopse: Para Aurélie Bredin, as coincidências não existem. Jovem, sensível e atraente, é a proprietária de um pequeno e romântico restaurante, Le Temps des Cerises, situado no coração de Paris, a dois passos do Boulevard Saint-Germain.
Naquele pequeno restaurante forrado a madeira, com toalhas aos quadradinhos vermelhos e brancos, o seu pai conquistou o coração da sua mãe graças ao menu d’amour. E foi ali, rodeada pelo aroma do chocolate e da canela, que Aurélie cresceu e onde encontra consolo nos momentos difíceis da sua vida.
Mas agora, magoada pelo abandono de Claude, nem sequer a calidez acolhedora da cozinha é capaz de consolá-la.
Uma tarde, mais triste que nunca, Aurélie refugia-se numa livraria. Um romance, O Sorriso das Mulheres, chama a sua atenção. Quando o folheia, descobre que a protagonista é inspirada nela e que Le Temps des Cerises é um dos cenários principais.
Graças a esta prenda inesperada, volta a sentir-se animada. Decide entrar em contacto com o autor, Robert Miller, para lhe agradecer. Mas isso não é fácil. Qualquer tentativa de conhecer o escritor – um misterioso e esquivo inglês – morre na secretária de André Chabanais, o editor que publicou o romance.
Porém, Aurélie não desiste e quando um dia surge efectivamente uma carta do autor na sua caixa de correio, acaba por daí resultar um encontro bem diferente daquele que tinha imaginado…

[Sextante Editora]Novidade - "A investigação",de Philippe Claudel


Título: A investigação
Autor: Philippe Claudel
Tradução: Isabel St. Aubyn
Págs.: 144
PVP: € 15,50

Philippe Claudel na Sextante
A investigação é o primeiro romance do autor a integrar o catálogo da editora

Vencedor de prémios como o Goncourt e o Renaudot, Philippe Claudel vai integrar o catálogo da Sextante Editora a partir do dia 3 de abril, momento em que chega às livrarias A investigação.
Inspirado na vaga de suicídios ocorrida na France Telecom em 2009, o Investigador deste romance procura desvendar as causas que levaram os funcionários de uma grande empresa a porem fim à sua vida. Segundo François Busnel (L’Express), «Claudel mostra até que ponto a ficção consegue apreender a realidade».
Philippe Claudel é já um dos nomes confirmados para participar na Feira do Livro de Lisboa, no feriado de 25 de Abril.

O LIVRO
«Não é olhando que descobrirás.» Como pôde o Investigador adivinhar? Como pôde saber que esta investigação de rotina seria a última da sua vida?
Encarregado de descobrir as causas de uma onda de suicídios numa grande empresa, o Investigador sucumbe gradualmente à ansiedade. O hotel onde se instala é abrigo não só de turistas, como de gente deslocada e estranha. Na empresa onde investiga, ninguém o apoia e o clima é hostil. Terá caído numa armadilha, será vítima de um pesadelo demasiado real? Não consegue comer, beber ou dormir, e as suas perguntas só dão origem a mais perguntas. À medida que faz algumas descobertas, interroga-se se não se tornará ele na nova presa a ser esmagada por aquela máquina infernal. E começa a compreender a nossa impotência face a um mundo que nós próprios construímos e que conduz à nossa destruição.

O AUTOR
Philippe Claudel é o autor do bestseller Almas cinzentas, vencedor do Prémio Renaudot 2003, do Grande Prémio literário Elle 2004 e classificado como Livro do Ano pela revista Lire em 2003. Está traduzido em mais de 30 países. Em 2007, o seu romance O relatório de Brodeck foi galardoado com o Prémio Goncourt des lycéens. Realizou o filme Il y a longtemps que je t’aime, com Elsa Zylberstein e Kristin Scott Thomas, em 2008, vencedor de dois prémios César.

IMPRENSA
Provavelmente o autor mais interessante da sua geração na literatura francesa contemporânea.
Frankfurter Allgemeine Zeitung

Relato de uma longa marcha em direção ao vazio, interrogação sobre o sentido da vida e grito de alarme, esta Investigação, em que Claudel se situa a par de Kafka e Aldous Huxley, é fascinante.
Marie-Françoise Leclère, Le Point

Um romance subtil, brilhante, filosófico e acessível.
François Perrin, Evene

Há em Claudel uma inquietude metafísica e uma consciência viva de que o ser humano é capaz do pior.
Astrid De Larminat, Le Figaro

Claudel mostra até que ponto a ficção consegue apreender a realidade. Fascinante.
François Busnel, L’Express

[Porto Editora]Novidade - " O General",de Robert Muchamore


Título: O General
Autor: Robert Muchamore
Coleção: CHERUB
Tradução: Miguel Marques da Silva
Págs.: 368
Capa: mole
PVP: 12,90 €

Décimo livro da coleção CHERUB
Robert Muchamore vem a Portugal apresentar O General

A partir de 3 de abril, está à venda em todo o país O General, décimo livro da coleção juvenil CHERUB. Em junho, o autor, Robert Muchamore, vem à Feira do Livro do Porto contactar com os fãs.
Os nove títulos anteriores desta série já venderam mais de 110 mil exemplares em Portugal. Em 2010 e 2011, centenas de jovens privaram com Robert Muchamore no espaço do Grupo Porto Editora, na Feira do Livro de Lisboa. Este ano, em junho, em data ainda a anunciar, vai ser a vez do Porto.

O GENERAL O campo de treino militar em Fort Reagan, nos Estados Unidos, recria em detalhe uma cidade mergulhada na guerra civil, com milhares de figurantes. Neste cenário ultrarrealista, 40 soldados britânicos têm como missão neutralizar um regimento inteiro do exército dos EUA. O confronto parece desequilibrado, mas o comandante tem um truque na manga: tenciona infiltrar dez agentes CHERUB e jogar o melhor jogo de guerra de sempre.

A CHERUB
É o braço juvenil dos serviços secretos britânicos (MI5). O grupo foi criado a partir do pressuposto de que nenhum criminoso desconfiaria de que crianças perfeitamente normais pudessem ser espiões. Porém, os membros da CHERUB, embora o pareçam, não são jovens normais, mas sim profissionais treinados com rigor – todos eles órfãos –, enviados para missões de espionagem contra terroristas e traficantes de droga temidos internacionalmente.


O AUTOR
Robert Muchamore nasceu a 26 de dezembro de 1972, em Islington, Inglaterra. Trabalhou durante treze anos como detetive privado, mas abandonou a profissão para se dedicar à escrita a tempo inteiro.
Costuma levar quatro a cinco meses a escrever um livro, sendo que dedica o primeiro à pesquisa e o segundo à planificação da história. Só depois escreve. Segundo o próprio, tentar escrever aquilo que gostaria de ter lido aos 13 anos de idade foi a principal razão para a criação da coleção CHERUB.


IMPRENSA
Robert Muchamore é o escritor infantojuvenil da atualidade.
Jornal de Notícias

Robert Muchamore criou um novo tipo de agente secreto: miúdos órfãos. Os livros da coleção Cherub dirigem-se a jovens entre os 12 e os 17 anos. E são um sucesso.
Sol

Os serviços secretos britânicos MI5 têm uma ramificação juvenil. Crianças e jovens são recrutados para missões de combate ao terrorismo e ao tráfico de droga. São formados na Cherub, a academia imaginada por Robert Muchamore.
Público

Robert Muchamore, autor juvenil das séries CHERUB, arrasta multidões.
Diário Económico

A COLEÇÃO
1 – O Recruta
6 – Olho por Olho
2 – O Traficante
7 – A Queda
3 – Segurança Máxima
8 – Cães Danados
4 – A Seita
9 – O Sonâmbulo
5 – O Golpe
10 – O General

[Clube do Autor]Novidade "Bang-Bang Club", de João Silva e Greg Marinovich


Titulo: Bang-Bang Club
Autor: João Silva e Greg Marinovich
Tradução: Ana Glória Lucas
PVP: 16,80 €
N. Paginas: 304 Páginas (+ extratextos)

Uma fatalidade sobejamente conhecida roubou-lhe as duas pernas mas não a coragem e muito menos a vontade de viver. João Silva, um dos mais prestigiados fotógrafos de guerra do mundo, e coautor do livro Bang-Bang Club, foi recentemente agraciado com a Ordem da Liberdade.
Até onde se pode ir para obter uma boa imagem? Uma foto vale uma vida?
A cobertura de conflitos é perigosa para todos os envolvidos, mas os fotógrafos são, talvez, os mais expostos. Bang-bang Club é um retrato vivo e extremamente pessoal sobre a guerra e o fotojornalismo, escrito por dois homens cuja vida e trabalho testemunham até onde um jornalista está disposto a ir para contar a verdade.
Durante os últimos e sangrentos dias do apartheid, quatro jovens fotógrafos, amigos e simultaneamente concorrentes, juntavam-se para fazer a cobertura da violência que assolava as cidades segregadas para negros na África do Sul. Greg Marinovich e João Silva contam a história comovente do Bang-Bang Club, uma alcunha dada aos quatro amigos pela imprensa sul-africana e internacional por causa dos extremos intrépidos, e por vezes imprudentes, a que muitas vezes chegavam no intuito de captar em película as imagens violentas do conflito.

Ken Oosterbroek, Kevin Carter, vencedor do Prémio Pulitzer com a célebre fotografia da criança e do abutre, Greg  Marinovich e João Silva não só trabalharam juntos com arriscaram a vida juntos. É precisamente com a morte de Ken, vítima de uma bala perdida que começa a narrativa de Bang-Bang Club, um livro complexo, profundo e inesperado sobre a natureza humana.

Sobre João Silva e Greg Marinovich
João Silva é fotojornalista do New York Times e um dos mais experientes e prestigiados do mundo. As muitas distinções pelo seu trabalho incluem, por exemplo, a de Fotógrafo do Ano da Imprensa Sul-Africana em 1992. Em Outubro de 2010, quando estava em reportagem no Afeganistão, ficou gravemente ferido ao pisar uma mina, tendo-lhe sido amputadas as duas pernas. Cerca de nove meses depois, já fotografava para a primeira página do New York Times, mostrando a sua forte determinação.
Greg Marinovich é realizador de documentários, fotógrafo e escritor. Tem trabalhado como freelancer para várias publicações internacionais, designadamente Time, Newsweek, New York Times, Washington Post e Associated Press. Ganhou numerosos prémios pelas suas fotografias, incluindo o Prémio Pulitzer na categoria de Fotografia Instantânea, em 1991.


Imprensa:

«Uma história apaixonante, por vezes incómoda e eticamente complexa, de uma situação de guerra e de brutalidade humana.» l Philadelphia Weekly

«Esta obra é um testemunho marcante de uma situação de guerra.» l Booklist

[Porto Editora]Novidade - "Incarceron",de Catherine Fisher


Título: Incarceron
Autor: Catherine Fisher
Tradutor: Mário Dias Correia
Págs: 304
PVP: 16,60 €

Tentar sair de Incarceron
Saga de Catherine Fisher conquistou o mundo e chega finalmente a Portugal

Catherine Fisher é considerada a melhor escritora de fantasia da atualidade e o seu Incarceron tem vindo a receber elogiosas críticas e recebeu importantes galardões. O livro está já publicado em 25 países e chega a Portugal no dia 3 de abril pela Porto Editora.
Incarceron está neste momento a ser adaptado ao cinema e será protagonizado por Taylor Lautner, uma das estrelas da série Twilight. A estreia nos EUA está prevista para 2013.

O LIVRO
Imagine uma prisão tão vasta que abrange masmorras, galerias, bosques de metal, mares e cidades em ruínas.
Imagine um prisioneiro sem memórias mas que nega pertencer àquele lugar, mesmo sabendo que a prisão se encontra selada há séculos e que apenas um homem conseguiu escapar.
Imagine uma rapariga condenada a um casamento de conveniência e a viver numa sociedade futurista, vigiada por um sistema sofisticado de inteligência artificial mas concebida à semelhança de um cenário do século XVII.
Incarceron é a prisão viva que observa tudo o que se passa dentro dos seus muros. Finn é o prisioneiro e Claudia a filha do guardião da prisão, que vive num mundo exterior onde pouco se conhece sobre Incarceron. Ao encontrarem uma chave de cristal que lhes permitirá comunicar, os dois engendram um plano de fuga numa corrida contra o tempo. Mas Incarceron vigia-os − e a evasão exigirá mais coragem e tornar-se-á mais difícil do que pensam.


A AUTORA
Catherine Fisher nasceu em Newport, no País de Gales. Licenciada em Literatura Inglesa pela Universidade de Gales foi professora e arqueóloga antes de se dedicar exclusivamente à escrita. Inúmeras vezes nomeada para prémios recebeu alguns dos mais importantes galardões, como, por exemplo, o The Times Children’s Book of the Year. Incarceron está a ser traduzido para 25 países e a ser adaptado ao cinema pela 20th Century Fox.
Página da autora: www.catherine-fisher.com


IMPRENSA
Um dos melhores livros de fantasia dos últimos tempos.
The Times

Uma das melhores autoras contemporâneas de fantasia.
The Independent

Este livro possui um enredo tão complexo e imaginativo que capta a nossa atenção da mesma forma inexorável como Incarceron prende os seus habitantes.
The Washington Post

Tal como o mais requintado dos chocolates, este livro tem um sabor amargo, subtil, intenso, agridoce, que nos satisfaz plenamente.
Kirkus Review

Com reviravoltas impressionantes e um final espetacular, Incarceron é uma leitura obrigatória.
Booklist

Catherine Fisher põe a série 24 a um canto. Bastou-me ler um capítulo para saber que iria ser muito difícil largá- -lo.
Junot Diaz no Wall Street Journal

[Porto Editora]Encontro marcado com Manuel António Pina‏


Encontro marcado com Manuel António Pina
O Prémio Camões 2011 é o convidado de Sérgio Almeida para o próximo “Porto de Encontro”.

O auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett, no Porto, vai ser pequeno para acolher todos os leitores e apreciadores que, no próximo sábado, 31 de março, a partir das 17:00, vão querer ouvir e conversar com Manuel António Pina.
O consagrado poeta e jornalista, distinguido em 2011 com o mais importante prémio literário de língua portuguesa, o Prémio Camões, é o convidado da próxima edição, a quinta, de “Porto de Encontro”. Manuel António Pina tem um longo percurso literário fundamentalmente dedicado à poesia e à literatura infanto-juvenil, sendo, contudo, de sublinhar o notável trabalho feito nas áreas do teatro e da crónica. Para além do seu enorme talento na escrita, Manuel António Pina é, também, um extraordinário contador de histórias, um conversador que se distingue pelo seu pensamento arguto e pela capacidade que tem de olhar o mundo.
Nesta sessão do “Porto de Encontro”, destaque para a participação de “O Sindicato do Credo” (http://www.youtube.com/watch?v=aLPaOsEPBWk), um coletivo de poesia e performance que alia a declamação à vertente multimédia, que vai apresentar "Regresso devagar ao teu sorriso”, um espetáculo que consiste na leitura de poemas a cargo dos declamadores Paulo Moreira e Pedro Piaf, a que acresce a projeção de imagens e sons relacionados com a obra de Manuel António Pina.
Gonçalo M. Tavares, José Rentes de Carvalho, Germano Silva e Luis Sepúlveda foram os convidados das edições anteriores de “Porto de Encontro”, um evento que tem registado um sucesso crescente e que já faz parte da agenda cultural do Grande Porto, cumprindo com o seu objetivo primordial: aproximar escritores e leitores, falando-se sobre livros mas também procurando dar a conhecer o lado mais pessoal dos autores convidados. De referir que, em abril (dia 15), o convidado será António Mega Ferreira.
“Porto de Encontro” é uma ideia original do jornalista Sérgio Almeida e promovida pelo Grupo Porto Editora com o apoio da Câmara Municipal do Porto, do Plano Nacional de Leitura, da Porto Cálem, do Jornal de Notícias, da Rádio Nova, do Porto Canal e do programa Ler + Ler Melhor, da RTP Informação.

Esta iniciativa está a ser divulgada também em:

[Asa]Opinião - "Crónica de Paixões e Caprichos",de Julia Quinn


Julia Quinn



















Sinopse: As mães casamenteiras da alta sociedade londrina estão ao rubro: Simon Bassett, o atraente (e solteiro!) duque de Hastings, está de volta a Inglaterra. O jovem aristocrata mal sabe o que o espera pois a perseguição das enérgicas senhoras é implacável. Mas Simon não pretende abdicar da sua liberdade tão cedo…
Igualmente atormentada pela pressão social, a adorável Daphne Bridgerton sonha ainda com um casamento de amor, embora a sua espera por um príncipe encantado comece já a ser alvo de mexericos. Juntos, os jovens decidem fingir um noivado, o que garantirá paz e sossego a Simon e fará de Daphne a mais cobiçada jovem da temporada.
Mas, entre salões de baile e passeios ao luar, a paixão entre ambos rapidamente deixa de ser ficção para se tornar bem real. E embora Daphne comece a pensar em alterar ligeiramente os seus planos iniciais, Simon debate-se com um segredo que pode ser fatal…


Opinião: Entre um clima deliciosamente divertido e romântico Julia Quinn dá-nos a conhecer o primeiro volume da Serie Bridgeton. Não sei definir o que esperava, mas fiquei completamente estupefacta perante toda a história. Não só nos coloca dentro do ambiente de uma faustosa Londres do sec. XIX, como também nos faz dar gargalhadas a cada página. Apesar da linha de história ser tão semelhante às que estamos habituados a ler, temos o descortinar de mentalidades um pouco avançadas para a época e o seu humor deixa qualquer pessoa ansiosa por virar a página. Esta serie é constituída por oito volumes que espero que sejam muito semelhantes a este primeiro. Em relação as personagens adorei as picardias entre os irmãos e apaixonei-me pelo Simon, o duque que tanto tinha para dar, mas que se via acorrentado às lembranças do passado. Sem contar com Violet, a mãe de Daphne, que à sua maneira vai impondo a sua vontade aos filhos sem que eles se apercebam. Em relação a Daphne, tal como mencionei anteriormente a sua mentalidade está um pouco avançada para a época, a própria personagem dá a justificação de ter três irmãos mais velhos e que tinha aprendido com eles, mas a verdade é que se trata de uma jovem sensível e ingénua que assim que percebe que está apaixonada tudo fará para ter o seu amor junto a si. Achei imensa piada à conversa que Violet teve com a filha a respeito da noite de núpcias, é incrível com todas as jovens chegavam ao seu leito nupcial sem saber o que lhes iria acontecer a seguir. Era uma época negra para muitas jovens, que se viam casadas com pessoas mais velhas ou até mais novas sem amor, sem qualquer tipo de atracção entre si e depois viviam constantemente a ser violadas pelos próprios maridos e a gerar os seus filhos, filhos esses que acabam por ser a salvação perante uma loucura iminente. Mas estou a fugir ao assunto, devo também referir Lady Whistedown, uma personagem que vive nas sombras e que ninguém sabe quem é, a única informação que temos é que se trata de alguém da alta sociedade, pois terá acesso a todos os bailes e festas organizadas pela nata sociedade londrina, Ela é a autora de uma publicação sobre escândalos que aterroriza todas as moças de boas famílias que sejam apanhadas a cometer algum erro.
Em relação à história, se querem passar um óptimo serão na companhia de um livro aproveitem esta maravilhosa obra. Espero que a editora publica o próximo volume em breve, esperarei ansiosa.

[Bertrand Livreiros]Oficinas de Escrita‏


A Bertrand Livreiros realizará no próximo mês de abril diversas oficinas, numa iniciativa que continua a trazer autores e formadores com grande experiência na área ao espaço das livrarias para partilhar com os leitores interessados os conhecimentos e as técnicas para se escrever uma boa história, entre outros temas ligados ao livro e à literatura.

Pré-inscrições abertas:


  • Curso «Antes Que o Papel nos Dê a Volta», por Margarida Fonseca Santos

         Para crianças entre os 10 e os 15 anos.
        Bertrand das Amoreiras, dia 14 de abril, das 14h às 17h.

Vamos gravitar à volta da letra, da palavra, da exploração dos contrários e dos sonhos... Porquê? Porque será assim que iremos encontrar os nossos textos. Cada proposta será um jogo, um desafio, até percebermos que encontramos assim caminhos diferentes para encontrar ideias, recordações e personagens. Estaremos todos, formadora e participantes, e escrever em simultâneo. Iremos rir, comover-nos, pensar e repensar, enquanto descobrimos o que é para nós a escrita. A promessa fica feita – uma tarde divertida e produtiva!!!



  • Workshop «Fazer um Livro – Da Ideia ao Papel», por Andreia Rasga

          para crianças entre os 8 e os 14 anos.
          Bertrand do Cascais Shopping, 22 de abril, das 10h às 13h.

          Para Adultos e Jovens a partir dos 15 anos.
          Bertrand do Dolce Vita Monumental, 29 de abril, das 14h às 17h.

[Asa]Novidades - Abril 2012


Titulo: Cartas da Toscana
Autor: Domenica de Rosa

Sinopse: Emily tem uma vida de sonho: uma casa maravilhosa nas colinas da Toscana, três filhos lindos, um marido gentil, e um emprego que consiste em descrever tudo isto na coluna de um jornal inglês. Mas quando o marido a deixa por SMS, ela tem subitamente de enfrentar uma nova e dura realidade: está isolada numa região rural cuja língua não domina, sem dinheiro e entregue a uma empregada doméstica psicótica. E como se isto não bastasse, Siena, a filha mais velha, está perdida de amores pelo galã da zona; Paris, a filha do meio, está perigosamente magra; e Charlie, o seu bebé fofinho, está a transformar-se num fedelho irritante.
Mas o seu trajecto rumo ao desespero tem também o efeito de a aproximar da aldeia de Monte Albano, um lugar mais intenso e mágico do que alguma vez imaginou. Depois de anos a descrever uma Toscana idílica nas suas Cartas, Emily descobre finalmente a vida genuína e complexa da região… e um homem intrigante que tem para lhe oferecer a maior aventura da sua vida.
Um romance inesquecível que prova que a vida não é um conto de fadas mas pode ser bem melhor.


Titulo: O Mundo Invisível
Autor: Katherine Webb

Sinopse: O verão quente de 1911 vê chegar à pacata aldeia de Cold Ash Holt dois novos e improváveis elementos. Cat Morley, a nova criada do reverendo Albert Canning e da sua mulher, Hester, vem de Londres. Habituada à azáfama da cidade, Cat é rebelde e ousada mas é também incapaz de esquecer um passado demasiado doloroso. Um passado que a ingénua Hester está disposta a aceitar mas que nunca poderá compreender. A inexperiente mulher do pároco fica ainda mais inquieta quando o marido lhe apresenta um desconhecido, abrindo as portas de sua casa não apenas a um jovem atraente e carismático, mas também a uma perigosa obsessão.
À medida que a serenidade do casal Canning se deteriora, Cat inicia-se no submundo secreto da sociedade local e o magnético Robin torna-se num alvo de desejo e fascínio. O calor opressivo daquele verão parece intensificar-se e impregnar tudo e todos, e o ambiente na reitoria fica carregado de ambição, paixão e ciúme; uma mistura de emoções tão poderosa que conduz, em última instância, ao homicídio.
Cem anos depois, cabe a Leah, jornalista incansável, decifrar duas enigmáticas cartas e juntar as peças de um quebra-cabeças assombroso.


Titulo: O Português Inquieto
Autor: Kunal Basu

Sinopse: Lisboa, 1898: António Maria, jovem médico e afamado playboy, descobre que o seu pai está a morrer de sífilis, a terrível praga que afecta todas as camadas da sociedade. Órfão de mãe desde criança, António não se conforma com a ideia de perder o pai tão cedo. Mas os seus conhecimentos médicos de nada servem neste caso. Determinado a encontrar a cura, parte para Pequim, na esperança de que a medicina tradicional chinesa tenha a resposta que teima em escapar ao Ocidente. Sob a orientação do Dr. Xu, António inicia-se naquela prática ancestral. Contudo, esta não vai ser a sua única revelação a Oriente. Quando conhece a sedutora e independente Fumi, ele apaixona-se pela primeira vez.
Mas à sua volta, a violência eclode. A Rebelião dos Boxers ameaça todos os estrangeiros a viver no país. António terá de decidir-se rapidamente entre a fuga e a permanência na China, a sua segurança pessoal e a possível cura para o pai. E há ainda Fumi, o amor a que ele não tenciona renunciar e que o leva a questionar tudo, alterando irreversivelmente o rumo da sua vida.
Equiparado a escritores como Michael Ondaatje (O Paciente Inglês) e Jung Chang (Cisnes Selvagens), Kunal Basu é um magistral contador de histórias. De Lisboa a Pequim, O Português Inquieto transporta-nos no tempo e no espaço, para nos dar a conhecer um homem cuja jornada ultrapassa não só continentes mas também os limites da ciência, da fé e do amor.  


Titulo: Vida Roubada
Autor: Jaycee Dugard

Sinopse: A 10 de junho de 1991, Jaycee foi raptada em frente a sua casa, enquanto esperava pela carrinha escolar. Tinha 11 anos. Os seus familiares e amigos só voltariam a vê-la 18 anos depois. Durante o seu cativeiro, deu à luz duas filhas e foi escrava dos seus raptores, o casal Phillip e Nancy Garrido. 
Neste duro e chocante relato, Jaycee revela tudo por que passou e o que sentiu após a sua libertação de um dos raptos mais longos da história.
Phillip Garrido foi condenado a 431 anos de prisão, e a sua mulher, Nancy, recebeu uma sentença de 36 anos a prisão perpétua.

“No verão de 1991 eu era uma criança normal. Tinha amigos e uma mãe que me adorava. Eu era como vocês. Até ao dia em que a minha vida foi roubada.
Durante dezoito anos fui uma prisioneira.
Durante dezoito anos não fui autorizada a proferir o meu próprio nome.
Durante dezoito anos sobrevivi a uma situação impossível.
No dia 26 de agosto de 2009 recuperei o meu nome.
Não me considero uma vítima. Sobrevivi.
Esta é a minha história.”